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Varejo brasileiro entra em 2026 revendo desperdícios invisíveis e água se torna nova frente de eficiência operacional

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Em um cenário de margens cada vez mais pressionadas, inflação de custos operacionais e alta competitividade, o varejo brasileiro inicia 2026 ampliando o foco sobre desperdícios que historicamente ficaram fora do radar estratégico. Depois de anos concentrando esforços em logística, energia e negociação com fornecedores, grandes redes passam a olhar com mais atenção para um insumo essencial e pouco gerenciado: a água.
Supermercados, atacarejos, hortifrutis e redes de varejo alimentar figuram entre os segmentos mais intensivos em consumo hídrico. Processos como refrigeração, açougues, padarias, hortifrúti, limpeza operacional e áreas comuns consomem grandes volumes diariamente, muitas vezes sem medição setorizada ou indicadores claros de desempenho. O resultado é um desperdício silencioso, diluído na operação e pouco percebido nas análises financeiras tradicionais.
Esse movimento de revisão ganha força à medida que o setor enfrenta a necessidade de preservar margem sem repassar custos ao consumidor final. Além disso, cresce a pressão por práticas ESG mais objetivas e mensuráveis, especialmente em redes com grande capilaridade e visibilidade pública. No varejo, eficiência deixou de ser apenas diferencial competitivo e passou a ser requisito de sobrevivência.
Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) mostram que a margem líquida média do varejo alimentar brasileiro gira em torno de 2% a 3%, o que torna qualquer desperdício operacional financeiramente relevante. Ao mesmo tempo, informações do Instituto Trata Brasil indicam que o país ainda perde cerca de 40% da água tratada, reflexo de ineficiências que também se reproduzem dentro das operações privadas. Nesse contexto, a água começa a ocupar no varejo o mesmo espaço que a energia passou a ocupar nos últimos anos: um custo antes tratado como fixo, que agora precisa ser gerenciado com metas, indicadores e tecnologia. A lógica é simples. Em operações de grande escala, qualquer ponto percentual economizado impacta diretamente o resultado final.
É nesse contexto que soluções de gestão inteligente de consumo começam a ganhar tração. A T&D Sustentável, empresa brasileira especializada em eficiência hídrica, registra no varejo uma média de economia de 24,7% no consumo de água, atuando em redes de grande porte como Supermercados BH, Carrefour, Guanabara, Grupo Mil e Hortifruti. Através do uso de IA ela consegue monitorar padrões de consumo, detectar anomalias e realizar previsões sobre falhas potenciais, permitindo ações preventivas. O grande diferencial é que oferecem para os clientes sua tecnologia própria chamada SEA (Sistema de Economia de Água), que oferece um pacote completo de serviços integrados, de forma gratuita, sem custos operacionais, em troca, recebe 50% do valor economizado.
De acordo com Felipe Mendes, diretor comercial nacional da T&D Sustentável, o varejo vive uma mudança de mentalidade. “No varejo, cada ponto de eficiência conta. Quando falamos de água, estamos falando de uma variável que impacta diretamente a operação diária e a margem. Redes que passam a medir, monitorar e corrigir desperdícios conseguem resultados rápidos, sem obras complexas ou interrupção do negócio.”
A adoção de tecnologias de monitoramento, análise de consumo e detecção de anomalias permite identificar vazamentos ocultos, falhas operacionais e usos inadequados em tempo real. Para redes com dezenas ou centenas de lojas, esse tipo de gestão passa a ser estratégica, especialmente em um momento em que expansão precisa caminhar junto com eficiência.
O movimento observado no início de 2026 indica que o varejo brasileiro começa a tratar a água não mais como custo inevitável, mas como alavanca de performance operacional. Em um setor onde escala amplifica tanto ganhos quanto desperdícios, ignorar esse fator pode significar perder competitividade.
Ao incorporar a eficiência hídrica à rotina de gestão, grandes redes mostram que o futuro do varejo passa não apenas por vender mais, mas por operar melhor.

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