Vendas

Varejo de conveniência além do óbvio: vending machines ampliam mix de produtos e abrem novas oportunidades de mercado

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Com mix personalizável, operação enxuta e avanço do autoatendimento, Grupo Avend analisa como as vending machines tem ampliado oportunidades no varejo e começam a explorar mercados além de snacks e bebidas, como cosméticos, produtos fitness e conveniência farmacêutica

Muito além dos tradicionais snacks e bebidas, o mercado de vending machines começa a expandir fronteiras e explorar novos formatos de conveniência no varejo brasileiro. Cosméticos, maquiagens, itens farmacêuticos, produtos fitness e até sorvetes entram no radar das operações automatizadas, acompanhando um consumidor que valoriza rapidez, autonomia e praticidade.

Esse movimento já vem sendo observado pelo Grupo Avend, maior empresa nacional especializada na comercialização, manutenção e gestão de máquinas de vendas automáticas. Com atuação em mais de 15 estados brasileiros, a empresa aposta em um modelo flexível, capaz de adaptar parte do mix de produtos de acordo com o perfil do local onde a máquina está instalada.

Segundo Guilherme Álvares, fundador e CEO do Grupo Avend, o setor vive um momento de transformação, mas ainda mantém os produtos alimentícios como principal força do negócio.

“Os snacks e bebidas continuam sendo o carro-chefe porque são produtos testados, validados e com alta recorrência de consumo. O que estamos vendo agora é o mercado estudando novas possibilidades para ampliar a experiência de conveniência e entender o que realmente funciona dentro das vending machines”, afirma.

A lógica da rede hoje segue uma divisão estratégica: 80% dos produtos permanecem padronizados em todas as operações, incluindo itens com alta demanda, como refrigerantes, enquanto os outros 20% são personalizados conforme o perfil do público e do ponto de instalação.

“Uma vending machine instalada em academia, por exemplo, pode receber produtos fitness, suplementos e bebidas funcionais. Já em hospitais ou condomínios, outros itens podem fazer mais sentido. O ponto comercial e região influencia diretamente no mix e no potencial de venda”, explica Guilherme.

Conveniência personalizada ganha força no varejo

As vending machines se consolidaram nos últimos anos como solução prática para locais de grande circulação, como condomínios residenciais e comerciais, aeroportos, hospitais, estações de metrô e centros corporativos. O avanço do autoatendimento também contribui para acelerar o crescimento do segmento.

Levantamento realizado pelo Opinion Box em parceria com a Payface aponta que 64% dos brasileiros já utilizam soluções de autoatendimento no varejo físico. Entre eles, 85% classificam a experiência como positiva, destacando rapidez, autonomia e redução de filas como principais benefícios.

No mercado internacional, países como o Japão mostram o potencial da automação aplicada à conveniência. Considerado um dos líderes mundiais em vending machines, o país possui aproximadamente uma máquina para cada 23 habitantes. No Brasil, a proporção ainda é de uma máquina para cada 4 mil pessoas, cenário que evidencia o espaço para expansão do setor.

Além dos modelos tradicionais de snacks, o mercado brasileiro já começa a receber máquinas, inclusive, com produtos farmacêuticos, eletrônicos, cosméticos e itens de conveniência especializados.

“Existe uma tendência global de automatização do consumo. O desafio é entender quais categorias realmente fazem sentido para cada ambiente e conseguem manter recorrência de compra. Não basta colocar qualquer produto dentro da máquina. É necessário estudo de comportamento, perfil de consumo e viabilidade operacional”, reforça o CEO da Avend que revela que a empresa está com parcerias para ir além dos snacks e bebidas.

Modelo enxuto atrai novos empreendedores

Com receita de R$ 18,5 milhões em 2025 e projeção de ultrapassar os R$ 30 milhões em 2026, o Grupo Avend acompanha a expansão de um mercado que movimentou US$ 553,2 milhões no Brasil em 2024, segundo dados da Grand View Research.

Fundada em São José do Rio Preto (SP), a empresa opera atualmente com uma estrutura independente entre franqueadora e operação própria, estratégia criada para acelerar a escalabilidade do negócio.

O modelo também vem atraindo empreendedores interessados em operações mais enxutas e flexíveis. Para entrar na rede, o investimento inicial é de R$ 55 mil, sendo R$ 45 mil destinados ao equipamento e R$ 10 mil referentes à taxa de franquia. A rede ainda disponibiliza um plano de multifranqueado, no qual unidades adicionais podem ser adquiridas por R$ 35 mil, com isenção da taxa de franquia.

Hoje, uma vending machine da rede fatura, em média, R$ 10 mil por mês, podendo variar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil dependendo da localização. A margem líquida gira em torno de 40%, enquanto o retorno do investimento costuma acontecer entre 10 e 16 meses.

Na prática, a operação exige baixa dedicação operacional. Segundo a empresa, uma máquina com desempenho médio demanda cerca de 1 hora e 40 minutos de trabalho semanal, considerando abastecimento e acompanhamento.

Para Guilherme Álvares, o futuro das vending machines passa justamente pela combinação entre conveniência, tecnologia e personalização. “O consumidor quer praticidade, mas também quer encontrar produtos que façam sentido para sua rotina. A vending machine deixou de ser apenas um ponto de venda de snacks para se tornar uma solução estratégica de conveniência. E quem conseguir entender melhor o comportamento do público terá vantagem nesse mercado”, finaliza.

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