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Varejo recua 1,1% em julho e completa segundo mês consecutivo de queda, aponta IICV

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Jogos decisivos do Mundial afetaram o fluxo nas lojas físicas, com impacto mais intenso nos shopping centers, que registraram retração de 5,1% no mês

O varejo físico brasileiro encerrou julho com retração de 1,1% em relação ao mesmo período de 2025, completando o segundo mês consecutivo no campo negativo. O resultado sucede a queda de 1,4% registrada em junho e mostra que a recuperação observada entre março e maio perdeu força no início do segundo semestre.

Os dados fazem parte do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV SEED), levantamento mensal realizado pela Seed Digital com base em mais de 58 milhões de visitantes monitorados mensalmente em milhares de lojas em todo o Brasil.

Assim como em junho, o calendário esportivo voltou a interferir na circulação de consumidores. No último jogo do Brasil, realizado em um domingo, o fluxo nas lojas físicas caiu 56,0%. Já no domingo da decisão do campeonato, a retração foi de 28,3%, na comparação com os períodos equivalentes.

Julho reforça algo que já havíamos observado no mês anterior: eventos de grande audiência são capazes de modificar de forma significativa a rotina do consumidor. Quando eles coincidem com dias importantes para o comércio, como os domingos, o impacto sobre o fluxo das lojas físicas se torna ainda mais evidente”, afirma Sidnei Raulino, CEO e fundador da Seed Digital.

Além do fator comportamental, o varejo atravessa um ambiente econômico que ainda exige cautela, com juros elevados pressionando o crédito e o orçamento das famílias, especialmente nas compras de maior valor.

Shoppings sentem mais o impacto dos jogos

A diferença entre os canais foi um dos principais destaques de julho. Enquanto as lojas de rua ficaram próximas da estabilidade, com retração de apenas 0,3%, os shopping centers registraram queda de 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

“Os números mostram como o dia e o horário de um grande evento podem produzir efeitos diferentes sobre cada formato de varejo. Para o lojista, entender essas mudanças de fluxo permite planejar melhor desde horários de funcionamento e equipes até ações comerciais para os períodos de maior ou menor circulação”, acrescenta Raulino.

Sul é única região a crescer em julho

Na análise regional, o Sul destoou do restante do país e foi a única região a apresentar resultado positivo, com crescimento de 6,7% em relação a julho de 2025. O desempenho também representa uma mudança importante diante do resultado registrado no mesmo mês do ano passado, quando a região havia recuado 6,6%.

As demais regiões apresentaram retração. O Centro-Oeste teve a maior queda, de 6,0%, seguido pelo Norte (2,6%), Nordeste (2,4%) e Sudeste (2,3%).

Dia dos Pais abre calendário comercial do segundo semestre

Agosto traz o Dia dos Pais como a primeira grande data comercial da segunda metade do ano. O cenário, no entanto, continuará exigindo planejamento. Além das condições econômicas que influenciam as decisões de compra, fatores climáticos e o calendário eleitoral podem contribuir para mudanças no comportamento do consumidor ao longo dos próximos meses.

Entramos em uma etapa do ano em que o varejo precisa acompanhar o consumidor de maneira muito próxima. O Dia dos Pais foi uma oportunidade importante, mas o grande desafio será chegar à Black Friday e ao Natal com estoques, operação e estratégias promocionais ajustados a um ambiente que continua bastante dinâmico”, conclui Raulino.

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