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7 dicas para não cair em uma roubada ao contratar crédito com garantia imobiliária

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Créditos da foto: Divulgação
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Modalidade cresce entre brasileiros endividados, mas exige atenção redobrada para evitar a perda do patrimônio, alerta especialista da Rooftop

O endividamento das famílias brasileiras chegou a níveis recordes. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC/CNC), quase 8 em cada 10 lares do país possuem dívidas. E dados do Banco Central mostram que 48% da renda das famílias já está comprometida, sendo 26% apenas com o pagamento de obrigações financeiras.

Com o aumento da pressão no orçamento, cresce também a busca por alternativas de crédito com juros mais baixos. Entre elas está o crédito com garantia imobiliária, também conhecido como home equity. Nessa modalidade, o proprietário oferece o imóvel como garantia para obter empréstimos com taxas menores e prazos mais longos.

Mas será que vale a pena? O CEO e fundador da Rooftop, startup pioneira em oferecer soluções imobiliárias com necessidade de liquidez de capital, Daniel Gava, alerta que, apesar dos benefícios, essa operação pode representar um grande risco se não for bem planejada. 

A seguir, ele lista sete pontos essenciais que devem ser avaliados antes de tomar qualquer decisão:

1. Avalie o peso da dívida no seu orçamento

Antes de contratar o crédito, é fundamental entender quanto da sua renda ficará comprometida com as parcelas. “A principal dificuldade observada entre os tomadores é justamente manter os pagamentos em dia, já que o saldo devedor é multiplicado por uma taxa aproximada de 30% ao ano”, explica Gava.

2. Tenha uma renda estável e previsível

Essa modalidade é indicada apenas para quem tem estabilidade financeira. Caso a renda varie muito, o risco de inadimplência aumenta e o imóvel pode ser perdido. “Quando o orçamento já está apertado, a operação pode rapidamente se transformar em um problema ainda maior”, alerta o especialista.

3. Compare o custo total com outras opções

Antes de decidir, compare o total de juros e encargos com outras linhas de crédito disponíveis. O home equity pode parecer vantajoso, mas dependendo das taxas e do prazo, o valor final pago pode ser bem mais alto do que o esperado.

4. Cuidado com os custos invisíveis

Além dos juros, há diversas taxas e encargos adicionais que encarecem o contrato como Índices de correção financeira, Taxas administrativas, Seguros obrigatórios, Despesas de abertura de cadastro e avaliação do imóvel, Multas e juros moratórios, Penalidades por quitação antecipada. “Esses custos podem elevar muito o peso do compromisso financeiro. Em alguns casos, as instituições apostam na retomada do imóvel como forma de rentabilizar suas operações”, explica Gava.

5. Tenha uma reserva de emergência

Mesmo que a renda seja estável, imprevistos acontecem. Ter uma reserva financeira é essencial para cobrir possíveis atrasos e evitar que o imóvel vá a leilão.

6. Reflita sobre alternativas menos arriscadas

Antes de colocar o imóvel como garantia, vale analisar caminhos mais conservadores, como reduzir o padrão de vida (downgrade) ou optar por um imóvel menor (downsize). “Muitas vezes, é melhor se adaptar e garantir estabilidade financeira do que comprometer tudo e correr o risco de perder o bem”, reforça o executivo.

7. Planeje-se com consciência

Usar o imóvel como garantia pode liberar capital rapidamente, mas requer responsabilidade. “O imóvel é um ativo, não deve ser visto como último recurso. Sem planejamento estruturado, a solução pode se transformar em um grande pesadelo”, conclui Gava.

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