
Ele, que tem uma gestora em NY, diz que os norte-americanos estão habituados a estarem sempre em guerra
Os americanos têm características interessantes. Enquanto nada acontece aqui no quintal de casa, eles não se interessam, não se importam e não se preocupam com o que está ocorrendo fora daqui.
Fora isso, os americanos estão habituadíssimos a frequentemente estarem em guerra com alguém: Vietnã, Iraque, Afeganistão.
Existe ainda um sentimento de “supremacia bélica” que deixa todos tranquilos.
É uma absoluta verdade que a maioria dos americanos sequer consegue listar dois países da África. Tudo isso para dizer que, por aqui, nos Estados Unidos, vida normal. É tamanha indiferença, que, de forma geral, as pessoas nem falam sobre isso.
Estava há pouco reunido com outras sete pessoas. Todos americanos. Todos já cientes, pois são antenados e acompanham as notícias. Mas não exploraram em nada o assunto.
É sabido também que o Irã não tem armas que possam alcançar o território americano.
Os mais intelectualizados e politizados comentam que estamos, de fato, em um momento que pode redesenhar as coisas no Oriente Médio, levando em conta os conflitos recentes. Redesenhar para melhor.
O Irã, aparentemente, é o maior fomentador de grupos terroristas atualmente. Eu acrescentaria que esses bombardeios não devem se estender, já que, aparentemente, destruíram o que queriam.
Também damos como muito provável que o Aiatolá Ali Hosseini Khamenei vai ser morto. Esse conjunto de aspectos muda a fotografia do Oriente Médio.
Bruno Corano é economista da Corano Capital








