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Mercado de tráfego pago no Brasil é dominado por pequenos negócios e baixo orçamento, mostra pesquisa

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Levantamento feito pela empresa Reportei também mostra mercado dependente de Meta e Google e com maioria dos anunciantes investindo até R$5 mil em mídia pagaO mercado de tráfego pago no Brasil segue sustentado principalmente por operações enxutas, pequenos anunciantes e negócios locais. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Reportei, ferramenta brasileira de relatórios e dashboards de marketing. Segundo o levantamento, mais de 81% dos profissionais trabalham sozinhos ou em equipes de até três pessoas e cerca de 65% dos clientes investem até R$5 mil mensais em anúncios.

Os dados reforçam um cenário de pulverização do setor, com predominância de pequenas estruturas atendendo empresas locais e operações de menor porte. Quase metade dos profissionais (45%) afirma atuar principalmente com negócios locais, enquanto segmentos como e-commerce, SaaS e tecnologia ainda representam fatias menores da operação.

Segundo Renan Caixeiro, CMO e cofundador do Reportei, o mercado brasileiro de tráfego pago ainda opera com uma lógica muito descentralizada, formada majoritariamente por pequenas estruturas que acumulam múltiplas funções. “Em muitas operações, a mesma pessoa precisa cuidar da estratégia, da execução, do atendimento e da apresentação de resultados. Isso ajuda a explicar por que organização de dados, automação e produtividade ganharam tanto espaço nos últimos anos”, afirma.

A pesquisa mostra forte concentração nas grandes plataformas de mídia digital. O Meta Ads, que engloba Facebook e Instagram, aparece em 92% das operações, enquanto o Google Ads é utilizado por 71% dos profissionais. Plataformas como TikTok Ads, LinkedIn Ads e Pinterest Ads ainda têm adoção limitada entre os gestores de tráfego.

Além da dependência das plataformas tradicionais, o mercado ainda enfrenta desafios relacionados à mensuração de resultados. Para 42% dos entrevistados, a principal dificuldade hoje é demonstrar o impacto real das campanhas para os clientes. Outros desafios mencionados incluem dificuldade dos clientes em compreender métricas de marketing digital e organização de dados de diferentes plataformas.

O levantamento também indica avanço das automações no fluxo operacional. 66% dos profissionais afirmam utilizar algum tipo de automação ou integração em suas rotinas de trabalho. Entre as ferramentas mais utilizadas estão n8n, Make, Zapier e automações próprias.

Para Caixeiro, o crescimento do tráfego pago aumentou a complexidade da operação para os profissionais e para as pequenas equipes. “Hoje, o gestor de tráfego precisa acompanhar mais canais, produzir mais volume de campanhas e responder rápido sobre o resultado. Ao mesmo tempo, o cliente ficou mais exigente em relação à performance e clareza das entregas. As automações começam a ganhar espaço nesse cenário porque ajudam a reduzir etapas operacionais e permitem que o profissional consiga dedicar mais tempo à análise, estratégia e otimização das campanhas”, afirma.

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