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Negócios

Constelação sistêmica empresarial: a gestão que vai além do visível

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Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

*Antonina Buriti

É muito comum no mundo corporativo, líderes e organizações frequentemente se depararem com desafios que, à primeira vista, parecem ser comuns e ao mesmo tempo de difícil solução. Conflitos internos persistentes, resultados continuamente abaixo do esperado e culturas organizacionais disfuncionais muitas vezes não encontram solução em abordagens de gestão tradicionais, que se limitam a fatores visíveis e mensuráveis. No entanto, uma nova perspectiva emerge: a constelação sistêmica empresarial, que propõe um olhar para as dinâmicas ocultas que moldam o destino de empresas e profissionais. 

A constelação sistêmica empresarial vem para despertar uma nova consciência para questões muitas vezes ocultas, trazendo, assim, soluções completamente diferentes das convencionais. Enquanto a gestão tradicional se concentra em métricas e processos, o que também é relevante, a abordagem sistêmica revela como crenças limitantes, dinâmicas familiares não resolvidas (especialmente em empresas de origem familiar) e padrões hierárquicos ocultos podem sabotar a dinâmica organizacional para o sucesso do negócio. 

Ao iluminar essas dinâmicas inconscientes, os líderes conseguem ter a coragem de olhar para o que não está visível, desvendando as raízes dos problemas, reconhecendo a interconexão entre o indivíduo e o sistema, e agindo para restaurar, pelos princípios da visão sistêmica: a Ordem (respeitar hierarquias e precedências); o Pertencimento (garantir o lugar de cada um no sistema, evitando exclusões); e o Equilíbrio (manter a balança justa entre dar e receber nas interações). Assim, é possível construir organizações mais resilientes, inovadoras e verdadeiramente saudáveis, onde o sucesso flui de um alinhamento profundo com o propósito e as dinâmicas que regem a vida empresarial. 

Um breve exemplo é uma clínica médica, cujos sócios a herdaram após a morte do pai, e apenas um assumiu a gestão da empresa enquanto o outro não queria se envolver, nem vender a sua parte. Através de uma consultoria contratada, organizaram tudo que poderiam dentro dos conceitos tradicionais, e, ainda assim, sem crescimento na empresa. A Constelação revelou ao sócio gestor que havia uma necessidade de disputa do amor e reconhecimento do pai. Desse lugar, a empresa não conseguiria crescer. A solução foi contratar um gestor do mercado. Os sócios saíram da operação, ficando no conselho e seguindo com suas carreiras, trazendo paz e crescimento nos negócios. 

Essa perspectiva convida a uma liderança autêntica, capaz de transformar não apenas resultados, mas o próprio “DNA” social e cultural da empresa. 

Antonina Buriti é empreendedora, com MBAs em Gestão de Negócios e Planejamento Estratégico. Possui mais de 30 anos de experiência em posição executiva no mercado de tecnologia, em multinacionais e empresas familiares. 

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