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O Pix parcelado chega para ficar, mas não sozinho

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Por Sabrina Stahelin
Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos
Por Sabrina Stahelin Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos

Por Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos

O Pix parcelado não é mais uma promessa. Com sua regulamentação pelo Banco Central prevista para setembro, o método consolida-se como a mais significativa inovação no cenário de pagamentos brasileiro desde o lançamento do Pix tradicional. A pergunta que ecoa no mercado não é se ele impactará, mas como irá reconfigurar a relação entre consumidores, comerciantes e as tradicionais bandeiras de cartão de crédito.

Este novo modelo não é, no entanto, uma substituição total de outras formas de transação financeira, mas uma disrupção seletiva e extremamente poderosa. O cartão de crédito tem trunfos consolidados: programa de recompensas (milhas, pontos, cashback) robusto e aceitação quase universal no cenário global. Esses fatores ainda garantirão sua relevância por um bom tempo. No entanto, o parcelamento sempre foi o maior diferencial competitivo indisputado. Assim, o Pix parcelado avança exatamente sobre este território, oferecendo uma alternativa de crédito com custos potencialmente muito menores para os lojistas.

Os benefícios para as empresas são claros. A redução de custos é direta: as taxas do Pix são inferiores às das bandeiras, e a autenticação por biometria praticamente elimina os estornos por fraude — um custo operacional oculto e significativo para o comércio. Além disso, contra a intuição inicial, a experiência do Pix (ágil e sem a necessidade de digitar números de cartão) pode até aumentar a taxa de conversão de vendas, tornando o checkout mais fluido.

Setores que operam em ambiente competitivo, como varejo e e-commerce, provavelmente oferecerão todas as opções ao consumidor, mantendo o cartão pelo seu poder de fidelização. Já para serviços com menor concorrência direta, como tributos e transporte público, o Pix parcelado representa a chance real de adotar um único meio de pagamento mais econômico, restringindo opções mais caras.

Do ponto de vista operacional, a implementação é uma evolução natural. A complexidade não está no pagamento em si, mas na conciliação financeira, que exigirá das empresas adaptar seus sistemas para registrar a venda à vista no ato, mas receber o valor parcelado. Do lado do risco, a análise de crédito continuará a ser feita pelas instituições financeiras, que podem até unificar o limite do cliente entre cartão e Pix parcelado.

Na Tuna, por exemplo, antecipamos esse movimento. Já integramos soluções de fintechs pioneiras para que nossos clientes ofereçam o parcelamento via Pix hoje, sem a complexidade de múltiplas integrações. Com a regulamentação do BC, consolidaremos essa oferta.

Acredito que a previsão é de coexistência, não de hegemonia. O cartão de crédito manterá sua fatia, mas o Pix parcelado vai, inevitavelmente, capturar uma parte significativa do volume de transações a prazo, forçando todo o ecossistema a evoluir em eficiência e custo. O maior ganho, no final das contas, será de um mercado mais diversificado, competitivo e inovador.

Sobre o autor

Alexander Tabor é CEO e co-fundador da Tuna, empresa de orquestração de pagamentos que nasceu da necessidade de processar pagamentos online de forma personalizável e com a melhor eficiência possível no mercado brasileiro. Em 2010, fundou o Peixe Urbano onde atuou, inicialmente, como CTO e depois como CEO, quando a companhia foi adquirida pela gigante chinesa Baidu e depois fez fusão com o Groupon Latam. Antes de fundar a Tuna, o executivo também co-fundou e foi CTO da healthtech Alice. 

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