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Indústria e construção lideram emissões globais e aceleram corrida por descarbonização

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Setores que respondem por até 62% do CO2 do planeta avançam em soluções para redução; Milwaukee aposta em ferramentas sem combustão para transformar canteiros e fábricas

Quando se fala em crise climática, a imagem que costuma vir à mente é a de eventos extremos ou de geleiras em colapso. Surgem cenas de tsunamis, até mesmo ciclones e tempestades intensas — alguns deles, inclusive, recentes no Brasil, responsáveis por destruição e prejuízos em diversas cidades.

Esses fenômenos, porém, são apenas o reflexo mais visível de um problema que está muito mais próximo do nosso dia a dia. Dados mostram que 57% das emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) têm origem em dois setores centrais da economia: a indústria e a construção civil. As informações são da One Click LCA, plataforma global de software especializada em análise do ciclo de vida (Life Cycle Assessment – LCA).

Outros levantamentos mostram que esse impacto pode ser ainda maior. A International Energy Agency (IEA) aponta que a indústria foi responsável por cerca de 25% das emissões globais em 2022. Já o Global Status Report for Buildings and Construction indica que o setor de edificações e construção respondeu por 37% das emissões globais de CO₂ relacionadas à energia e processos em 2022. Somados, os dois segmentos chegam a 62% das emissões globais.

Mas como reduzir as emissões que contribuem diretamente para o agravamento do efeito estufa e aceleram o aquecimento global?

Especialistas apontam que boa parte dessa resposta está na frente das operações, seja nos canteiros de obras, em fábricas, túneis e áreas de mineração, e que pequenas mudanças podem provocar efeitos expressivos.

Modificações aparentemente simples, como a forma de descartar resíduos, reutilizá-los ou escolher o tipo de equipamento utilizado nesses ambientes, têm capacidade de alterar significativamente o impacto ambiental. Calcula-se que a simples substituição de máquinas movidas a combustão por versões elétricas possa reduzir em até 95% as emissões nas frentes de obra. O dado foi revelado em 2024 pelo site da maior feira de construção da América do Norte, a CONEXPO-CON/AGG, e vem influenciando decisões globais de compra e reposicionando fabricantes.

“Perguntas como melhorar o impacto ambiental estão ocupando um lugar cada vez mais estratégico nas decisões das empresas, influenciando competitividade, investimentos e os rumos da economia como um todo”, afirma Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil.

A multinacional Milwaukee, que opera no Brasil há mais de uma década, vem, justamente, intensificando ações de ESG em todo o mundo. A marca mantém o compromisso de reduzir em 60% suas emissões de gases de efeito estufa até 2030. O plano envolve desde melhorias operacionais até a migração de equipamentos movidos a gasolina para soluções elétricas — incentivando clientes a promover a redução de emissões de carbono em suas operações.

Segundo Paula, o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao meio ambiente se tornou parte central da estratégia global da companhia. “Na Milwaukee, nossas plataformas M12, M18 e MX FUEL™ foram desenvolvidas para entregar alta performance com zero emissão no ponto de uso. Isso muda a realidade de canteiros de obras, indústrias e operações de mineração que antes dependiam exclusivamente de equipamentos a gasolina”.

A executiva observa que a transição avança em mercados como Estados Unidos e Europa, mas destaca que o Brasil acompanha esse movimento com crescimento consistente ano após ano — evidência observada no próprio aumento da demanda por ferramentas elétricas da empresa no país.

No mercado brasileiro, a mudança já aparece em obras, indústrias pesadas e operações de mineração. Serras, cortadoras e chaves de impacto, por exemplo, movidas a combustão, começam a ser substituídas por versões elétricas.

Além disso, a empresa mantém programas de reciclagem de baterias desde 1994, recuperando lítio, cobalto e aço, reduzindo a extração de matérias-primas do meio ambiente.

“A próxima década vai separar as empresas que apenas acompanham tendências daquelas que realmente lideram a transformação. E isso passa, principalmente, por estar alinhado às práticas ESG. Estamos preparados para acelerar essa mudança no Brasil e contribuir para um futuro onde desempenho e sustentabilidade caminhem juntos”, conclui a CEO da Milwaukee Brasil.

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