Imóveis

Imóveis sobem 6,9%, crédito trava e consórcio emerge como estratégia central de liquidez e crescimento

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Alta da inadimplência e crédito restrito aceleram a busca por modelos previsíveis de aquisição e liquidez imobiliária

O 1° trimestre de 2026 apresenta um cenário econômico desafiador, com 79,2% das famílias brasileiras ainda endividadas, e a inadimplência no sistema financeiro superando os 5%, no total, atingindo 71,86 milhões de consumidores. Esse quadro, somado ao aumento do preço dos imóveis residenciais, que subiu 6,89% em 12 meses, reflete a pressão sobre o consumo das famílias e a crescente seletividade nas decisões de compra. Em paralelo, os juros elevados, mantidos em 15% ao longo de 2025, são um fator limitante para o crédito, encarecendo as operações de financiamento e dificultando o acesso a recursos para empresas e consumidores. Nesse ambiente, o consórcio imobiliário, com mais de R$ 200 bilhões em créditos contemplados, surge como uma alternativa robusta, permitindo que empresas e famílias ajustem seu patrimônio sem recorrer ao crédito tradicional. Esse cenário acentuou a diferença entre aqueles que conseguem se adaptar rapidamente às novas condições de mercado e aqueles que não têm uma estratégia bem definida para reorganizar seus ativos. É nesse contexto que Pedro Ros, CEO da Referência Capital, propõe 5 diretrizes fundamentais para quem busca fortalecer a saúde financeira e a liquidez de seus investimentos no novo ano.

       Para Pedro Ros, a chave para reorganizar o patrimônio em 2026 começa com a identificação clara do lucro real da operação. “Não basta acumular ativos, é preciso saber onde realmente está o retorno financeiro”, afirma Ros. Nesse sentido, o consórcio imobiliário se apresenta como uma solução estratégica, pois permite adquirir imóveis de forma planejada, sem comprometer a liquidez, o que é essencial em um cenário de juros elevados e crédito restrito. A 2ª diretriz reforça a importância de construir uma estratégia de aquisição de imóveis previsível e sem picos de demanda. O consórcio permite que as aquisições sejam feitas com metas claras e controle do fluxo de caixa, sem surpresas financeiras. Além disso, a 3ª diretriz destaca a necessidade de padronizar os processos de gestão, criando rituais e metodologias replicáveis. “Negócios que crescem de forma sustentável são aqueles que seguem um método claro e disciplinado”, ressalta Ros. O consórcio, ao ser integrado a essa estratégia de gestão estruturada, permite que os investidores aumentem seu portfólio de imóveis sem depender de crédito excessivo ou improvisações.

       A 4ª diretriz de Pedro Ros foca na gestão eficiente do fluxo de caixa, algo crucial no contexto atual de juros altos. “Controlar fluxo de caixa não é mais uma tarefa contábil, mas uma decisão estratégica”, afirma o CEO. O consórcio imobiliário, ao permitir aquisições com parcelas mensais que cabem no orçamento, ajuda a garantir que a liquidez não seja comprometida. Além disso, a 5ª diretriz envolve a formação de alianças estratégicas. Ros acredita que parcerias bem estruturadas são essenciais para expandir a distribuição de ativos e acelerar a aquisição de imóveis, especialmente quando o crédito é restrito. “O consórcio, aliado a parcerias estratégicas, permite que investidores cresçam de forma mais ágil e segura”, conclui Ros. Em 2026, as parcerias são fundamentais para acessar novos mercados e fortalecer a rede de contatos, oferecendo mais oportunidades de crescimento com menos riscos.

       Com a pressão financeira sobre as famílias e a seletividade do crédito em alta, a reorganização patrimonial se torna uma prioridade estratégica em 2026. O consórcio imobiliário, como ferramenta de aquisição estruturada e planejada, surge como uma solução prática e acessível para investidores e famílias que buscam transformar desafios econômicos em oportunidades reais. Para Pedro Ros, a chave para o sucesso está em tomar decisões com estratégia, disciplina e visão de longo prazo, utilizando o consórcio como um meio eficiente de garantir crescimento patrimonial sustentável e com controle financeiro. Em um ambiente de incerteza, reorganizar o patrimônio por meio de métodos comprovados e previsíveis será essencial para garantir estabilidade e prosperidade nos próximos anos.

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