O mercado jurídico brasileiro vive um momento de transformação impulsionado por consumidores cada vez mais atentos aos seus direitos, mais informados e menos tolerantes a falhas. No setor de transporte e turismo, esse movimento se intensifica, exigindo dos profissionais do Direito uma atuação mais especializada, estratégica e preventiva.
De acordo com Victor Hugo Vilarinho, advogado especialista em Direito do Passageiro Aéreo, a adaptação do setor passa por compreender profundamente o funcionamento dos serviços e antecipar conflitos. “Há uma demanda crescente por soluções jurídicas mais ágeis, acessíveis e alinhadas à experiência do consumidor”, afirma.
Para escritórios que desejam crescer de forma sustentável e se diferenciar no mercado, o especialista aponta três pilares fundamentais: especialização de valor, experiência do cliente e inovação. O aprofundamento em nichos específicos permite oferecer soluções mais assertivas e cobrar de forma adequada pelo impacto gerado. Nesse contexto, investir na experiência do cliente se tornou essencial para fidelização em um ambiente cada vez mais competitivo. “Escritórios que entendem o impacto do serviço que entregam conseguem se posicionar melhor e crescer de forma estruturada”, destaca Vilarinho.
O aumento das viagens e da mobilidade no Brasil amplia a complexidade das relações de consumo e expõe falhas estruturais nos serviços de transporte, criando novos desafios jurídicos. Esse cenário, no entanto, também abre oportunidades relevantes de atuação e expansão para profissionais do Direito, especialmente aqueles que combinam conhecimento jurídico, leitura de mercado e boa comunicação.
A tecnologia e o uso de dados têm transformado a relação entre advogados, empresas e clientes finais, tornando-a mais transparente, ágil e estratégica. Com base em informações concretas, empresas conseguem prevenir riscos, enquanto o consumidor passa a ter maior clareza sobre seus direitos e sobre o andamento das soluções jurídicas.
Além de mais informados, os consumidores estão cada vez mais exigentes, o que impacta diretamente o posicionamento estratégico de empresas e escritórios jurídicos. Para Vilarinho, o papel do jurídico precisa ir além da reação a conflitos. “Quando o Direito é integrado à estratégia do negócio, ele reduz custos, previne problemas e gera valor para a empresa e para o consumidor”, pontua.
Entre os erros mais comuns observados em empresas que ainda enxergam o jurídico apenas de forma reativa está a busca por apoio somente após o problema acontecer, o que gera desgaste, aumento de custos e repetição de falhas.
Olhando para os próximos anos, áreas como proteção do consumidor, transporte e mobilidade, turismo, proteção de dados, compliance e tecnologia tendem a ganhar ainda mais relevância, acompanhando o avanço da digitalização e as mudanças no comportamento da sociedade.
Para os profissionais do Direito que desejam alinhar conhecimento técnico, visão de negócios e construção de marca pessoal, o especialista reforça a importância de sair da bolha jurídica. Entender a dor real do cliente, comunicar-se de forma acessível e enxergar o escritório como um negócio são fatores decisivos para se destacar e se tornar referência no mercado.








