[radio_player id="1"]
Informações

Carnaval concentra furtos de celular a cada dois minutos e especialista aponta dicas essenciais para evitar prejuízos

3 Mins read

Mesmo com queda nos índices, crimes seguem recorrentes em grandes eventos; fundador e especialista da MercadoPhone alerta que prevenção começa antes de sair de casa

São Paulo, fevereiro de 2026 – Blocos lotados, ruas cheias e distração fazem do Carnaval um dos períodos mais críticos para furtos e roubos de celulares no Brasil. Apenas no Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública registrou que, durante o Carnaval do ano passado, um celular foi roubado ou furtado a cada dois minutos. Embora os dados mais recentes indiquem queda nas ocorrências, especialistas alertam que a prevenção segue sendo fundamental para evitar prejuízos financeiros, vazamento de dados e transtornos prolongados.

Entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram 2.395 furtos e 1.283 roubos de celulares em cidades paulistas. O cenário se repete em outros grandes eventos. Durante o Réveillon na Avenida Paulista, por exemplo, os furtos e roubos de celulares caíram 27,5%, totalizando 154 ocorrências na virada de 2025/2026, contra 200 no ano anterior, reforçando que, mesmo com avanços, grandes aglomerações continuam exigindo atenção redobrada.

Para Maycon Richart, fundador e CEO da MercadoPhone, plataforma SaaS especializada na gestão de lojas de smartphones, os dados mostram uma evolução positiva, mas não eliminam o risco. “A queda nas ocorrências é importante, mas não significa que o problema esteja resolvido. Em eventos como o Carnaval, o celular continua sendo o principal alvo porque concentra alto valor financeiro e dados sensíveis. A prevenção precisa ser encarada como parte do planejamento do folião, assim como escolher o bloco ou o transporte”, afirma.

O especialista elencou nove dicas práticas para proteger o celular durante o evento:

1. Evite levar o aparelho principal

Sempre que possível, o ideal é usar um celular secundário. “Muitos furtos não visam apenas revenda, mas acesso a aplicativos bancários, redes sociais e contas pessoais. Quanto menos informação sensível no aparelho, menor o impacto do prejuízo”, explica Richart.

2. Ative todas as camadas de segurança antes de sair de casa

Bloqueio por biometria, senha forte, autenticação em dois fatores e rastreamento remoto devem estar configurados previamente. “Muita gente só lembra dessas funções depois do furto. O problema é que, sem essas barreiras, o criminoso consegue acessar dados em poucos minutos. Segurança digital precisa ser preventiva, não reativa”, alerta.

3. Desative notificações visíveis na tela bloqueada

Mensagens, códigos de autenticação e alertas de aplicativos bancários exibidos na tela facilitam golpes e invasões. Uma simples notificação pode revelar informações estratégicas, como confirmações de pagamento ou códigos temporários, especialmente em ambientes de grande circulação.

4. Use bolsas e pochetes antifurto e evite bolsos traseiros

A maioria dos furtos ocorre sem que a vítima perceba. O criminoso se aproveita da distração e da aglomeração. “A posição do celular é determinante. Bolsos traseiros e laterais são alvos fáceis em blocos lotados”, reforça.

5. Faça backup completo e anote o número do IMEI

O backup garante a recuperação de dados, enquanto o IMEI permite bloquear o aparelho junto às operadoras. “É um detalhe ignorado por muitos, mas que pode inviabilizar o uso do aparelho roubado. Backup e IMEI anotado deveriam ser hábitos básicos”, orienta Richart.

6. Evite manusear o celular em locais muito cheios

Consultar mensagens ou redes sociais repetidamente em meio à multidão aumenta a exposição ao furto. “Quanto maior a exposição do aparelho, maior a vulnerabilidade. O uso frequente em ambientes lotados é praticamente um convite ao crime”, afirma o especialista.

7. Reduza temporariamente os limites dos aplicativos bancários

Ajustar limites de transferência, PIX e pagamentos antes do Carnaval e restaurá-los após o período é uma medida simples e eficaz. “Mesmo que o criminoso consiga acessar o aplicativo, o impacto financeiro imediato pode ser significativamente reduzido”, explica.

8. Evite conexões em Wi-Fi aberto ou redes improvisadas

Redes públicas facilitam a interceptação de dados e ataques cibernéticos, principalmente em aplicativos financeiros e redes sociais. “Wi-Fi aberto em eventos é um risco invisível. A pessoa acha que está economizando dados, mas pode estar entregando informações sensíveis”, segundo o CEO.

9. Tenha um e-mail reserva para recuperação de contas

Criar um e-mail exclusivo para recuperação de senhas e acessos agiliza o bloqueio e a retomada das contas em caso de incidente. “Quem se prepara antes consegue agir rápido e evita que o problema se transforme em semanas de transtornos”, completa.

Maycon Richard conclui, “Os números mostram que campanhas educativas e medidas de segurança funcionam, mas ainda há espaço para evoluir. Enquanto o celular for uma extensão da vida financeira e pessoal das pessoas, toda prevenção é necessária”.

Related posts
InformaçõesVendas

Pix por aproximação completa um ano com o desafio de converter potencial em adesão em massa

3 Mins read
Embora represente apenas 0,01% das transações totais, modalidade de pagamento via NFC apresenta crescimento exponencial em valores movimentados e aposta na conveniência…
Informações

Mulheres dedicam mais de mil horas por ano ao trabalho doméstico não remunerado

3 Mins read
Pesquisa da PUCPR revela impacto socioeconômico do trabalho de cuidado familiar realizado por mulheres brasileiras Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná…
InformaçõesVendas

Vendas de vitaminas e suplementos crescem 42% em faturamento em um ano no Brasil  

2 Mins read
Levantamento da Interplayers aponta avanço consistente da categoria, com destaque para multivitamínicos e diferenças relevantes entre estados e regiões   O mercado brasileiro de vitaminas…
Fique por dentro das novidades

[wpforms id="39603"]

Se inscrevendo em nossa newsletter você ganha benefícios surpreendentes.