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Mercado estético deve atingir US$ 197,8 bilhões até 2035; homens aceleram corrida pelo autocuidado

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Pacientes com 50 anos ou mais já representam 40% da base da Homenz, reforçando que os cuidados com a aparência conquistam espaço em diferentes fases da vida

Durante muito tempo, o barbeiro era praticamente o único destino de muitos homens quando o assunto era cuidado pessoal. Esse cenário mudou e os números refletem essa transformação. Segundo a Business Research Insights (2026), o mercado global de beleza deve passar de US$ 100,94 bilhões em 2026 para US$ 197,81 bilhões até 2035, com crescimento anual de 7,76%. Esse avanço também é impulsionado pelo público masculino. No Brasil, o movimento pode ser observado na Homenz, maior rede de saúde e estética masculina do país, que faturou R$ 160 milhões em 2025, realizou mais de 34 mil atendimentos no período e projeta alcançar 500 unidades nos próximos três anos. Os tratamentos capilares representam cerca de metade da demanda da rede, com aproximadamente 17 mil procedimentos realizados, enquanto 40% da base de pacientes é formada por homens com 50 anos ou mais. Há cinco anos, esse público representava cerca de 20%, evidenciando que o autocuidado masculino vem ganhando força entre diferentes gerações.

Segundo Luiz Fernando Carvalho, fundador e CEO da Homenz, o perfil do paciente masculino mudou significativamente nos últimos anos. “O homem deixou de procurar tratamentos apenas para resolver um problema específico e passou a enxergar saúde, imagem e performance como parte do mesmo cuidado. Há alguns anos, a maior parte chegava à clínica por uma necessidade específica, como a queda de cabelo. Hoje eles buscam um cuidado contínuo, entendem a importância da prevenção e passam a enxergar a estética como parte da própria saúde. Mais do que procedimentos estéticos, esse público passou a investir em saúde preventiva, autoestima e qualidade de vida, transformando a estética em apenas um dos pilares desse novo olhar sobre o autocuidado”, afirma.

O que explica o avanço do público masculino?

A evolução das tecnologias, a oferta de tratamentos menos invasivos e a busca por soluções com recuperação rápida ampliaram o acesso aos serviços e tornaram os procedimentos mais compatíveis com a rotina masculina. Ao mesmo tempo, uma transformação cultural reduziu o preconceito em torno da estética masculina, enquanto redes sociais, conteúdos produzidos por especialistas e a expansão de clínicas ajudaram a naturalizar o tema e incentivar homens de diferentes idades a investir mais na própria imagem.

Segundo o empresário, a tendência é de um cuidado cada vez mais amplo e preventivo. “A saúde íntima masculina deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos. Ainda existe muito tabu em torno desse tema, mas percebemos um interesse crescente pela prevenção. A projeção é que cada vez mais homens passem a enxergar esses cuidados como parte da rotina e não apenas quando surge algum problema. Esse é um movimento que deve ampliar ainda mais o conceito de autocuidado masculino nos próximos anos”, conclui.

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