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Biometano transforma resíduos do agro em nova fonte de receita e acelera investimentos bilionários

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Modelo da H2A Bioenergia converte dejetos da suinocultura em energia renovável, renda para produtores rurais e prevê 22 novas usinas nos próximos cinco anos

O agronegócio brasileiro entra em uma nova era de monetização. Além da produção de grãos e proteína animal, surge com força a chamada “terceira safra”: a conversão de resíduos orgânicos em biometano, biofertilizantes e ativos ambientais, transformando passivos em geração direta de caixa. Na linha de frente desse movimento está a H2A Bioenergia, que inaugurou recentemente em Campos Novos (SC) a primeira usina da América Latina de biometano a partir de dejetos suínos certificada pela ANP, com investimento superior a R$ 60 milhões. O projeto marca a virada de chave do setor: da promessa para a operação em escala. 

Diferente dos modelos convencionais, a H2A estruturou um sistema de simbiose com o produtor rural: o campo entra com a matéria-prima e a área, enquanto a empresa aporta tecnologia, engenharia e gestão. O resultado é direto: o produtor passa a participar da receita gerada pela venda do biometano e dos ativos ambientais. Esse modelo sustenta um plano agressivo de expansão: R$ 2,9 bilhões em investimentos para implantação de 22 novas plantas nos próximos 5 anos no Brasil e na América Latina, consolidando uma nova indústria energética no coração do agronegócio. 

“O produtor brasileiro já domina a produtividade agrícola. Agora estamos entrando na era da produtividade energética. O biometano é uma safra contínua, previsível e monetizável, que não depende de clima e que gera receita direta com a venda da molécula e com a potencial geração de créditos de descarbonização, como CBios e outros certificados ambientais”, afirma Adilson Teixeira Lima, diretor-presidente da H2A Bioenergia. 

Escala, velocidade e expansão

A expansão já está em execução. Após a planta de Campos Novos, a H2A avança com a entrada em operação da unidade de Rio Verde (GO) ainda este ano, seguida por Ponta Grossa (PR) em 2026. Em Santa Catarina, epicentro da suinocultura nacional, novas unidades já avançam em licenciamento junto à ANP, com projetos estruturados para cidades estratégicas como Papanduva e Videira. O objetivo é claro: formar polos regionais de produção de energia renovável a partir do agronegócio.

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