Com 5 milhões de cotas vendidas em 2025 e mais de 280 bilhões em créditos comercializados no consórcio imobiliário, a modalidade amplia sua presença no mercado e passa a ser vista como alternativa de aquisição planejada
O consórcio está deixando para trás a imagem de alternativa voltada apenas para quem busca fugir dos juros do financiamento e passa a ganhar espaço como instrumento de planejamento patrimonial. Impulsionado pela busca por estratégias mais eficientes de aquisição de ativos, o setor registrou resultados históricos em 2025. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), foram comercializadas 5,16 milhões de cotas no período, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Apenas o segmento imobiliário respondeu por 1,35 milhão de cotas vendidas e movimentou R$ 283,53 bilhões em créditos, ambos recordes da modalidade. Nesse contexto, empresas de planejamento financeiro têm ampliado o uso do consórcio como ferramenta de construção e alavancagem de patrimônio, caso da Mhydas Planejamento Financeiro, que aposta em modelos mais flexíveis para estruturar a aquisição planejada de diferentes tipos de ativos.
Para André Bobek, CEO da Mhydas Planejamento Financeiro, esse desempenho ajuda a explicar por que o consórcio deixou de ser visto apenas como compra parcelada e passou a integrar estratégias mais amplas de construção de patrimônio. A lógica, segundo ele, está em combinar aquisição planejada, disciplina financeira e uso inteligente do tempo a favor da valorização dos ativos.
“A leitura que muita gente ainda faz do consórcio é limitada. Quando o produto é usado com estratégia, ele deixa de ser apenas uma forma de compra futura e passa a funcionar como uma ferramenta de alavancagem patrimonial”, afirma Bobek. “No caso do Consórcio Multi Versátil, a ideia é unir organização, acompanhamento técnico e visão de longo prazo para transformar a carta de crédito em construção de patrimônio.”
A Mhydas destaca que o Consórcio Multi Versátil é regulamentado pelo Banco Central e que trabalha com administração das cartas dos clientes, buscando estratégias de aumento de capital. A empresa também informa que atua em seguros, assessoria de investimentos e corporate & investment banking, voltado a planejamento financeiro completo.
Do ponto de vista técnico, o consórcio tem características que ajudam a sustentar essa leitura. A Embracon resume o modelo como uma compra planejada, sem juros, com custos diluídos em taxa de administração, fundo de reserva e seguro. Já a Rodobens explica que a modalidade pode ser usada como investimento, inclusive com aquisição de imóveis para locação, em que a renda do aluguel pode ajudar a pagar as parcelas.
Esse reposicionamento também está dentro de um ambiente regulatório mais rígido. O Sistema de Consórcios é supervisionado pelo Banco Central desde a Lei nº 11.795/2008, e a autarquia atualizou as regras de constituição e funcionamento dos grupos por meio da Resolução BCB nº 285/2023, em vigor desde 1º de julho de 2024.
“Quando falamos em consórcio para patrimônio, falamos de método. Não é sobre prometer atalhos, mas sobre construir uma estrutura que preserve liquidez, organize a entrada em ativos e dê mais eficiência ao planejamento financeiro”, completa Bobek. “É isso que faz o consórcio deixar de ser básico e passar a ser estratégico.”
A Mhydas também ressalta que não garante contemplação de cartas de crédito, rentabilidades fixas ou prazos médios de retorno, o que reforça a necessidade de análise individual e acompanhamento profissional antes de qualquer adesão.








