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Dia das Crianças: O melhor presente para dar ao seu filho é a educação financeira

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Everton Barros - Educador Financeiro
Foto Divulgação
Everton Barros – Educador Financeiro Foto Divulgação

Nos dias de hoje, não é incomum, nos depararmos com alguma cena em que a criança pede para comprar algo para ela, e o pai ou a mãe responde que compra depois, pois naquele momento não tem dinheiro para aquela determinada coisa, quando prontamente o pequeno diz: ‘Faz um pix’ ou ‘Passa no cartão’.

Apesar de essas duas frases serem recorrentes no dia a dia de todas as famílias, na maior parte das vezes, a criança não sabe distinguir a real diferença entre essas formas de pagamento, e que independente da sua utilização, o dinheiro está sendo gasto. Além disso, essa cena também revela como a digitalização dos meios de pagamento criou uma nova urgência: ensinar educação financeira desde cedo, quando o dinheiro se tornou quase invisível aos olhos infantis.

‘O processo de ensino da educação financeira para os filhos deve começar o quanto antes, pois assim, elas começam a reconhecer o valor do dinheiro e compreenderem o custo das coisas’, explica o educador financeiro, especialista em investimentos, Everton Antônio de Barros.

A neurociência comprova: entre os 3 e 7 anos, o cérebro infantil forma as principais conexões neurais relacionadas a hábitos e comportamentos. Um estudo da Universidade de Cambridge demonstrou que aos 7 anos, a maioria das crianças já desenvolveu conceitos básicos sobre dinheiro que influenciarão suas decisões financeiras por toda a vida, tornando portanto, essa fase ideal para introduzir noções sobre poupança e investimentos.

Começar essa aprendizagem desde cedo traz mais autonomia aos pequenos, que começam a entender o poder das escolhas, e a diferença entre o que é necessário e o que é um desejo e como conquistar o que querem com planejamento e organização. Também desenvolvem responsabilidade e senso crítico, garantindo a construção de um futuro com mais liberdade e controle sobre as suas vidas.

‘Quanto antes os pais começarem a tratar desse tema, maiores são as chances dos filhos desenvolverem uma relação mais equilibrada com o consumo e com o dinheiro. Abordar o assunto nas conversas do dia a dia, de forma lúdica e exemplos práticos, sempre respeitando a linguagem que faça sentido a idade deles, traz um aprendizado natural’, ressalta Barros.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em julho de 2025 a inadimplência em nosso país alcançou 71,7 milhões de pessoas. A falta de instrução sobre o assunto é um dos fatores que sustentam esse cenário. Por isso, ensinar educação financeira para as crianças, não é apenas falar de números ou cálculos, mas sim prepará-las para a vida. É dar ferramentas para que eles se tornem adultos mais conscientes, possibilitando que construam um futuro mais estável e próspero.

‘A infância é a fase em que se constroem padrões de pensamento e comportamento que podem nos acompanham durante toda a vida. Portanto, a educação financeira deve começar em casa, no cotidiano, nas conversas, nas atitudes e, principalmente, nos exemplos, afinal, as crianças tendem a observar e reproduzir os comportamentos dos pais, por isso é essencial demonstrar responsabilidade e hábitos financeiros saudáveis’, explica o educador financeiro. 

Segundo Barros é possível começar hoje mesmo com algo simples como uma ida ao supermercado. ‘Dê R$ 10 para seu filho e peça para ele escolher o lanche da semana dentro desse valor. Observe as decisões, questione as escolhas, celebre os acertos. Esse pequeno gesto pode ser o primeiro passo para formar um adulto financeiramente consciente e preparado para construir um futuro próspero’, exemplifica.

Portanto, neste Dia das Crianças, enquanto as lojas oferecem brinquedos que serão esquecidos em poucos meses, você pode dar algo infinitamente mais valioso: o primeiro passo rumo à construção de um futuro mais estável e próspero, com ferramentas para uma vida financeira equilibrada.

Como demonstra o Relatório Global de Educação Financeira da Standard & Poor’s, apenas 35% dos brasileiros são considerados financeiramente alfabetizados – um dos piores índices entre as principais economias. Seus filhos não precisam fazer parte dessa estatística.

SOBRE A FONTE:

Everton Antônio de Barros – Especialista em investimentos, educador financeiro e líder de times de alta performance, com mais de 22 anos de experiência no mercado financeiro.

Com ampla formação em investimentos, gestão de patrimônio e educação financeira, possui certificações CFP® (Certified Financial Planner), CEA e AAI|ANCORD.

Entre os projetos desenvolvidos está a estruturação de 3 escolas voltadas à formação de assessores e certificações financeiras: a EBS | Everton Business School, a 3PRO Academy e PagAcademy. Além disso, lecionou em programas preparatórios e em cursos de MBA em disciplinas como Análise de Investimentos, Fundos, Derivativos e Gestão de Risco.

Autor dos livros: “Como ser o melhor Assessor de Investimentos do Mercado” (2025) e “Finanças para Novos Pais” (2023).

Também é palestrante, mentor e voluntário em iniciativas como ENEF e Planejar (CFP®), onde contribuo para a educação financeira com impacto social.

  • Redes Sociais:

https://www.linkedin.com/in/evertonbarroscfp

https://www.instagram.com/ebschool.com.br

https://www.instagram.com/financasparanovospais

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