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Do cafezinho à lavanderia: negócios de consumo diário podem driblar modismos

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Entenda como serviços ligados às necessidades do dia a dia podem oferecer maior recorrência e estabilidade para quem deseja empreender

Na hora de abrir o próprio negócio, muitos empreendedores se perguntam: o que está em alta? No entanto, apostar apenas em uma tendência pode ser arriscado. O desafio está em identificar hábitos de consumo que fazem parte da vida do consumidor e geram demanda recorrente. De acordo com o SEBRAE, uma das principais tendências de consumo em 2026 é o foco no comportamento real do consumidor, valorizando produtos úteis, experiências acolhedoras e conectadas à realidade do cliente. 

Foi justamente a identificação de uma necessidade cotidiana que levou Angelo Max Donaton, CEO da Lavô, maior rede de lavanderias self-service do Brasil, a revolucionar um hábito do dia a dia. “Em 2019, quando inauguramos a primeira unidade, éramos pioneiros nesse tipo de serviço e não havia outra empresa brasileira em quem nos inspirar. O que nos guiou foi justamente a certeza de que todo mundo lava roupa, independentemente da classe social ou da região do Brasil. É uma necessidade que faz parte da vida das pessoas e que não depende de uma tendência passageira”, compartilha. 

Hoje, com mais de 700 unidades em funcionamento em todo o Brasil, Donaton reforça que, além de entender uma necessidade recorrente do consumidor, é preciso oferecer praticidade e uma experiência que faça sentido para o público. “Não basta estar presente na rotina das pessoas. É necessário compreender como tornar aquele serviço mais conveniente, acessível e simples de usar. As lavanderias, por exemplo, atendiam principalmente o público A e B, mas a entrada da Lavô no mercado brasileiro, com a oferta self-service, reduziu os custos e tornou o serviço uma opção para novos perfis de consumidores”, afirma. 

Do cafezinho às lavanderias: O desafio dos serviços recorrentes

Para o executivo, em serviços com demanda constante, a inovação precisa fazer parte da estratégia para manter o interesse dos consumidores e fortalecer a competitividade da marca. “Na Lavô, nós estamos continuamente investindo em tornar o serviço ainda mais fácil e atrativo para o usuário. Desde a tecnologia que deposita automaticamente sabão e amaciante até os locais em que instalamos nossas unidades, como postos de gasolina, condomínios, paradas de caminhoneiros, estacionamentos de academias, etc. Estamos sempre buscando surpreender o público final através da conveniência”. 

Essa mesma lógica está por trás da Lavô Street, modelo recente da marca que une lavanderia self-service e cafeteria. A proposta surgiu justamente a partir da observação de um comportamento recorrente: o cliente precisa esperar enquanto as roupas são lavadas e secas e, nesse intervalo, busca formas de aproveitar melhor o tempo. Assim, a inovação não abandona a necessidade que sustenta o negócio, mas amplia a experiência em torno dela. “Lavar roupas é um serviço de necessidade básica, e o café, um hábito diário. Ao unir os dois, estamos transformando uma situação cotidiana em uma experiência conveniente e agradável”, completa o CEO. 

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