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Dra. Ariane Bonucci alerta para os impactos da perda auditiva durante participação no programa Consulta ao Doutor, da RIT TV

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Fonoaudióloga destacou a importância do teste da orelhinha, os sinais de alerta para a perda auditiva e a relação entre saúde auditiva, equilíbrio, isolamento social e qualidade de vida

A importância da saúde auditiva ao longo de toda a vida foi tema da participação da fonoaudióloga, especialista em Audiologia Clínica, mestre em Ciências Médicas e sócia-fundadora do Espaço da Audição, Dra. Ariane Bonucci, no programa Consulta ao Doutor, da RIT TV, apresentado pela jornalista Dani Parisi, no último dia 26 de agosto.

Dra. Ariane Bonucci e a apresentadora Dani Parisi

Durante a entrevista, a especialista explicou que a audição exerce papel fundamental desde os primeiros momentos de vida, sendo essencial para o desenvolvimento da linguagem, da comunicação e das relações humanas. Segundo Ariane, para que um bebê desenvolva a fala, é necessário que tenha acesso adequado aos sons e possa construir, a partir da escuta, um modelo de linguagem.

“A audição nos conecta com as pessoas, com as emoções, com as memórias e com a nossa qualidade de vida”, destacou a especialista durante a entrevista.

Teste da orelhinha é fundamental nos primeiros dias de vida

Um dos assuntos abordados foi a importância da identificação precoce de alterações auditivas. Ariane explicou que o teste da orelhinha, realizado ainda na maternidade, é um exame simples, rápido e indolor, utilizado para verificar a resposta do sistema auditivo do recém-nascido aos estímulos sonoros.

O procedimento utiliza uma pequena sonda colocada no ouvido do bebê, que emite um estímulo e capta a resposta do sistema auditivo. O exame não exige qualquer resposta ativa da criança.

A especialista ressaltou, entretanto, que o teste funciona como uma triagem. Quando o bebê não apresenta a resposta esperada, é necessária uma investigação mais detalhada para identificar a possível causa e verificar a existência e o grau de uma eventual perda auditiva.

Perda auditiva pode surgir em diferentes fases da vida

Durante a entrevista, Ariane Bonucci também chamou atenção para o fato de que a perda auditiva não está restrita à infância ou à terceira idade. Ela pode estar presente desde o nascimento ou surgir em diferentes momentos da vida.

Infecções e condições durante a gestação, alterações congênitas, exposição a determinados medicamentos e outros fatores podem estar relacionados a problemas auditivos. Com o envelhecimento, porém, a ocorrência da perda auditiva se torna mais frequente e merece atenção especial.

A especialista destacou que, a partir dos 60 anos, a condição passa a apresentar incidência significativa e seus impactos podem ultrapassar a dificuldade de ouvir.

Audição e equilíbrio estão relacionados

Outro ponto destacado no programa foi a relação entre audição e equilíbrio.

Ariane explicou que o ouvido interno abriga estruturas relacionadas ao sistema vestibular, responsável por informações importantes para o equilíbrio corporal. Por isso, alterações nessa região podem interferir na estabilidade e aumentar o risco de desequilíbrios e quedas.

Além disso, quando a pessoa apresenta dificuldade para ouvir, o cérebro precisa dedicar mais recursos para compreender os sons e acompanhar as conversas. Esse esforço adicional pode afetar a atenção disponível para outras informações do ambiente.

Isolamento social pode ser um sinal de perda auditiva

A entrevista também abordou um dos aspectos mais difíceis de serem percebidos pelas famílias: as mudanças de comportamento.

De acordo com Ariane, algumas pessoas com perda auditiva passam gradualmente a evitar situações sociais sem perceber que o motivo está relacionado à dificuldade para ouvir. Conversas em família, encontros com amigos e outras atividades podem se tornar cansativas ou constrangedoras.

Também pode existir um processo de negação. Por vergonha ou por crenças equivocadas sobre o uso de aparelhos auditivos, a pessoa pode atribuir a dificuldade aos outros, alegando que alguém não falou claramente ou que o ambiente estava barulhento demais.

Com o tempo, esse comportamento pode contribuir para o isolamento social e reduzir a participação em atividades que estimulam a interação e o cérebro.

Perda auditiva exige atenção também à saúde cerebral

Um dos momentos de destaque da entrevista foi a discussão sobre a relação entre perda auditiva e saúde cerebral.

Ariane Bonucci ressaltou que a condição não deve ser encarada apenas como uma dificuldade de comunicação. A privação auditiva pode repercutir na interação social, na autonomia e em aspectos relacionados ao funcionamento cognitivo.

A especialista também destacou que a perda auditiva é reconhecida como um fator de risco modificável associado à demência, reforçando a importância do diagnóstico e do acompanhamento adequado.

“O foco não é apenas a audição, mas também o cérebro”, explicou Ariane ao abordar os efeitos da privação auditiva.

Nesse contexto, o aparelho auditivo não deve ser visto como um símbolo de envelhecimento, mas como um recurso que pode favorecer a comunicação, a autonomia e a participação social.

Zumbido e volume alto da TV são sinais de alerta

Ao falar sobre os sinais que podem indicar uma alteração auditiva, Ariane chamou atenção tanto para sintomas evidentes quanto para mudanças que costumam passar despercebidas.

O zumbido persistente foi apontado como um importante sinal de alerta e motivo para buscar avaliação especializada.

Outro indicativo comum é o aumento frequente do volume da televisão. Muitas vezes, a própria pessoa não percebe a mudança, enquanto familiares e pessoas próximas começam a reclamar do volume excessivo.

A dificuldade também pode aparecer de maneira mais sutil. A pessoa continua ouvindo a maior parte dos sons, mas começa a confundir determinados fonemas e palavras. Trocas aparentemente simples, como “vaca” e “faca”, podem indicar dificuldade na compreensão da fala, especialmente em determinadas situações.

Para a Dra. Ariane Bonucci, reconhecer esses sinais e buscar avaliação profissional são atitudes fundamentais para identificar alterações auditivas e evitar que o problema seja negligenciado.

A participação no Consulta ao Doutor, da RIT TV, reforçou a importância de compreender a audição como parte da saúde integral dos primeiros dias de vida ao envelhecimento e mostrou que cuidar da saúde auditiva também significa preservar comunicação, autonomia, vínculos sociais e qualidade de vida.

Assista à entrevista completa:

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About author
João Costa é jornalista, assessor de imprensa, relações públicas com mais de 20 anos de experiência. Colunista internacional, é membro da Associação Paulista de Imprensa, da Associação Brasileira de Imprensa e Mídia Eletrônica e é registrado na Federação Nacional dos Jornalistas. Instagram: @joaocostaooficial
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