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Economia aquecida: Festas juninas devem movimentar mais de R$ 7 bi

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O especialista em tributação, Fabrício Tonegutti, explica impacto da festividade para economia

Ao longo do mês de junho, as festas de Santo Antônio, São Pedro e São João podem movimentar mais de R$ 7 bilhões neste ano e esse dinheiro não fica apenas nas festas. A festividade impacta positivamente a agricultura, indústria, transporte, supermercados, turismo, hotéis, restaurantes e eventos. É uma das maiores sazonalidades econômicas do país. Em algumas cidades do Nordeste, junho chega a ser mais importante economicamente do que muitos meses do período natalino. Para o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabrício Tonegutti, o varejo considera o mês de junho uma das épocas mais importantes do ano para alimentos.

“As vendas de produtos típicos disparam. Mas o mais interessante é que a Festa Junina não vende apenas canjica e paçoca. Ela aumenta a venda de refrigerantes, carnes, doces, descartáveis, bebidas e itens para receber visitas. O consumidor entra pensando em uma receita e acaba montando uma experiência completa”, pontua o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.

O Brasil está colhendo uma das maiores safras de milho da história. Então justamente o principal ingrediente das festas juninas chega com uma oferta muito confortável. “A pressão maior costuma aparecer em itens como leite condensado, derivados lácteos, ovos, coco ralado e amendoim, porque a demanda cresce muito em poucas semanas. Então o consumidor deve ficar atento principalmente aos ingredientes complementares das receitas”, ressalta Tonegutti.

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A parte mais importante

Quando olhamos para uma Festa Junina ou para o Festival de Parintins, enxergamos cultura. Mas a economia enxerga outra coisa também: consumo, empregos, turismo e bilhões de reais circulando. “Os supermercados acompanham isso de perto. A costureira que faz roupas temáticas, o produtor de milho e amendoim, a doceira que vende bolo de milho e pamonha, o artesão, o ambulante, o músico, o decorador e o pequeno comerciante. Quando olhamos para os bilhões movimentados, é importante lembrar que esse dinheiro se espalha por milhares de pequenos empreendedores. Por isso essas festas têm um impacto social tão relevante. Elas não geram apenas consumo. Geram renda e oportunidades para muita gente.”, enfatiza Fabrício.

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