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Empreender no Brasil sendo mulher é, antes de tudo, um ato de coragem

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Crédito da foto: Divulgação
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Desde 2023, o Brasil celebra oficialmente em 17 de agosto, o Dia Nacional da Mulher Empresária, uma data que reconhece a força, a coragem e a importância da presença feminina no mundo dos negócios. Em um país onde empreender já é desafiador, mulheres que lideram empresas enfrentam obstáculos ainda maiores, mas também constroem legados inspiradores.

Viviane Schvartz é uma dessas mulheres.

Empresária à frente do restaurante Peixoto Sushi, em Botafogo, referência em gastronomia japonesa no Rio de Janeiro, ela representa a garra de quem transforma propósito em ação. Com uma trajetória marcada por resiliência, Viviane destaca que empreender sendo mulher no Brasil é, acima de tudo, um ato de coragem. Além da burocracia, dos altos custos e da instabilidade econômica, há uma cobrança constante por excelência e validação.

“Fazer nossa voz ser ouvida é um desafio enorme. É como se precisássemos de validação para que nossas ideias sejam levadas a sério. Estamos quase sempre na defensiva”, afirma. Ela também ressalta o peso do acúmulo de funções que muitas mulheres enfrentam: maternidade, casa, saúde e trabalho. “A sociedade ainda enxerga esses papéis como exclusivamente nossos. A perfeição é cobrada diariamente, mas também é um ato de resistência. Transformar dificuldades em combustível, abrir portas para outras mulheres e ocupar espaços que antes nos foram negados é parte da nossa missão”, conclui Vivi, “Ser mulher empreendedora no Brasil é viver um desafio diário, mas também é ter a chance de construir um legado.”

Na área da beleza, Eduarda Berkowitz, fundadora da Palm Nail Bar (Ipanema e Catete),  esmalteria com proposta inovadora voltada para consumidores das gerações Millennial e Gen Z.  compartilha sua visão sobre o empreendedorismo feminino. O que começou como um sonho virou referência em estética e autocuidado no Rio de Janeiro.  A Palm cresceu, conquistou espaço e se tornou um verdadeiro sucesso, resultado de uma gestão estratégica, sensível às mudanças do mercado e conectada com as necessidades das clientes. Inspirada em modelos de esmalterias mais modernos, comuns nos Estados Unidos e na Europa, ela investiu em um conceito que transforma as unhas em verdadeiros acessórios de moda, com serviços que vão de nail arts temáticas a desenhos exclusivos sob medida. “Levei quase um ano para estruturar o plano de negócios e finalizar o projeto. Foram meses de muita pesquisa, estudos e leituras”, revela. 

Responsável por praticamente todas as áreas da empresa – comunicação, financeiro, administrativo, RH – ela abriu a primeira unidade da PALM aos 25 anos, e a segunda aos 28, sem ter tido nenhuma experiência anterior no ramo de beleza. “Empreender sendo mulher é um exercício diário de força e criatividade. Se o seu negócio não for uma prioridade, você já começa a jornada fadado ao fracasso. Eu sempre digo que é essencial ter uma rede de apoio, buscar inspiração em outras mulheres e construir conexões verdadeiras. Capacitação constante também é indispensável, já que o mercado muda o tempo todo, e a gente precisa acompanhar. E, acima de tudo, apoiar outras mulheres. Quando a gente compartilha conhecimento e abre espaço para outras empreendedoras, todo o ecossistema cresce junto. Outro ponto importante é ter consciência de que será necessário abdicar de muitas coisas para alcançar o sucesso’, “, afirma Eduarda.

O desafio é grande também na saúde. L 

Segundo a Marta Rocha, fisioterapeuta e especialista em Medicina Chinesa, são muitos os desafios para empreender em nossa sociedade, construída principalmente para os homens. A busca por credibilidade para as mulheres é sempre um entrave, porém é gratificante ver algo criado por você tendo vida e contribuindo com saude de outras pessoas.

A especialista  transformou as suas pesquisas de mestrado e doutorado sobre Práticas integrativas da saúde em um método de Rejuvenescimento facial on line, o Rejuvenescimento integrativo e na criação da Revista digital Natureza da cura. Recentemente criou o Podcast da Revista, o Curativamemente que leva para entrevistas os autores dos textos e atores. Os temas abordados são sobre formas nao hegemônicas de cuidados, como Medicina chinesa, homeopatia, florais, astrologia e também a arte.

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