Miriam Lüttgen, presidente da Sustentalli, destaca a importância de incorporar valores, indicadores e ações efetivas à gestão para fortalecer a credibilidade das organizações
Em um cenário marcado por crises climáticas, transformações tecnológicas, mudanças regulatórias e maior circulação de informações, a confiança tornou-se um ativo estratégico para as empresas. Além de comunicar valores ou assumir compromissos públicos, as organizações precisam demonstrar, por meios de processos, indicadores e atitudes concretas que as suas promessas estão incorporadas à gestão.
Para Miriam Lüttgen, presidente da Sustentalli, a credibilidade empresarial depende da coerência entre o discurso e a prática, especialmente diante de desafios que exigem planejamento, transparência e responsabilidade. Essa relação fica evidente quando se trata da gestão de riscos climáticos. Com a previsão de intensificação do Super El Niño entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, as empresas precisam avaliar suas vulnerabilidades e desenvolver estratégias para enfrentar adversidades.
“Nesse contexto, a preparação e a capacidade de antecipar cenários são fundamentais para reduzir prejuízos e garantir a continuidade das operações. A adaptação climática, portanto, precisa fazer parte das decisões estratégicas, considerando os riscos específicos de cada atividade e região”, destaca a presidente.
A necessidade de comprovar compromissos também se estende às práticas ambientais, sociais e de governança. Nesse contexto, indicadores, avaliações, certificações e mecanismos de acompanhamento ajudam a transformar intenções em evidências, permitindo verificar a evolução das iniciativas e identificar pontos que precisam ser aprimorados. “A confiança é construída quando existe coerência entre aquilo que uma empresa afirma defender e o que ela efetivamente pratica. Isso exige metas claras, acompanhamento dos resultados e transparência para reconhecer avanços e também os aspectos que ainda precisam melhorar”, afirma Miriam.
Dessa forma, a construção da confiança exige um compromisso contínuo com a melhoria dos processos e a integração da sustentabilidade às decisões estratégicas. Para além de atender às expectativas do mercado e da sociedade, as empresas precisam estabelecer metas realistas, definir responsabilidades e monitorar os resultados alcançados.








