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Estágio em pauta: faculdades intensificam apoio à entrada de alunos no mercado de trabalho

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Crédito da foto: Divulgação
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Especialista da Companhia de Estágios aponta que suporte universitário é decisivo para o sucesso dos jovens no mercado

No Dia do Estagiário, celebrado em 18 de agosto, ganha destaque o papel fundamental do estágio como porta de entrada para o mercado de trabalho. Em um cenário cada vez mais competitivo, há anos ter apenas um diploma na mão já não basta para conquistar boas oportunidades futuras — a experiência prática é parte fundamental da formação e, sem ela, o jovem recém-formado enfrenta barreiras cada vez maiores para iniciar a carreira.

Por isso, faculdades e agências integradoras ampliam suas estratégias para preparar, orientar e inserir estudantes no mercado de trabalho.  Jéssica Gondim, gerente de projetos da Companhia de Estágios comenta por que o estágio é uma das etapas mais importantes na formação acadêmica: “Mais do que complementar o aprendizado,  é o momento em que o estudante começa a entender, na prática, como o conhecimento adquirido em sala se aplica no dia a dia das empresas. É também nessa fase que o jovem descobre o que realmente gosta de fazer e como pretende direcionar sua carreira.” 

Além do desenvolvimento de habilidades técnicas, o estágio proporciona o aprimoramento de competências comportamentais, como a comunicação, por meio da interação com outras áreas, trabalho em equipe e organização para o cumprimento de suas demandas. “Mesmo com o acompanhamento próximo do supervisor, é durante o estágio que o estudante começa a ganhar autonomia e confiança para lidar com problemas e desafios do ambiente profissional”, diz Gondim.

Hoje o desemprego está em 6,2% segundo dados da Pnad Contínua. No caso dos jovens de 18 a 24 anos a taxa é de 14,9%, mais que o dobro da taxa nacional. A situação para os mais mais jovens, que têm entre 14 a 17 anos, e estão em busca de emprego é ainda mais crítica, com taxa de desemprego de 26,4%. Sem acesso a um trabalho, o acesso ao nível superior pode ser comprometido. Embora ambas as taxas estejam em queda, elas ainda se mantêm num patamar elevado. Além de comprometer a autonomia e o futuro desses profissionais, o desemprego também gera consequências negativas para o desenvolvimento econômico do país. 

Esse cenário exige uma reavaliação do papel das instituições de ensino: se antes bastava ensinar, agora é preciso acompanhar, orientar e abrir caminhos reais para que o aluno transite entre a teoria e a prática desde cedo. Adriana Gomes, coordenadora nacional da área de Carreira e Mercado da ESPM, reforça essa perspectiva. Para ela, o estágio complementa o tripé que forma o estudante: conhecimento, habilidades e atitudes. “Ele consolida os aprendizados das disciplinas e permite que o estudante vivencie uma estrutura de trabalho real, com prazos, responsabilidades e uma nova dinâmica relacional, fora dos muros da escola”, explica. Na ESPM, os alunos são incentivados a buscar estágios a partir do quarto semestre, mas a orientação é de que, quanto mais cedo conseguirem conciliar a rotina de estudos com a vivência profissional, melhor.

Essa precocidade, no entanto, exige suporte. Para isso, a ESPM conta com uma área exclusiva para a jornada de empregabilidade, com conteúdos semanais, workshops e eventos como o Sprint de Carreira, que conecta estudantes e empresas em dinâmicas de seleção. Além disso, há visitas técnicas, feiras de estágio e mentorias com especialistas. Adriana aponta que a experiência do estágio impacta até na apresentação do TCC, em que os professores observam um salto de maturidade e autonomia entre os alunos que estagiaram.

Na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), a visão é semelhante. “O estágio é um dos pilares do processo formativo”, afirma o professor Anaor Donizetti Carneiro da Silva, diretor do campus Alphaville. Ele destaca que o estágio desenvolve não apenas o conhecimento técnico, mas também autoconfiança, clareza de objetivos e senso de responsabilidade nos estudantes. No campus, cerca de 90% dos alunos estão estagiando, são trainees ou já foram efetivados e, segundo ele, atuando na área de formação. “O estágio deixou de ser uma opção e passou a ser uma etapa decisiva para o amadurecimento e para a permanência do estudante no curso”, observa.

No Mackenzie Alphaville, a maioria dos alunos é das cidades do entorno, como Barueri, Osasco, Itapevi e Santana de Parnaíba. Para eles, o estágio é encarado como uma forma de complementar o conhecimento adquirido na universidade. Diferentemente do que se pode imaginar, a principal motivação para buscar o estágio não é financeira: o desejo de adquirir experiência aparece como motivo número um tanto para quem busca a primeira oportunidade quanto para quem já está estagiando, segundo o estudo Perfil dos Estagiários e Candidatos a Estágio no Brasil 2024, da Companhia de Estágios. Apenas 36% dos entrevistados da pesquisa citaram o dinheiro como razão primordial para procurar uma vaga.

Além disso, a oportunidade de estagiar permite que o jovem teste caminhos e áreas distintas antes de uma escolha definitiva. “A adaptação à cultura organizacional, o contato com diferentes processos e o convívio com profissionais experientes reduzem a ansiedade e aumentam o aprendizado. É uma chance de errar, ajustar e, se for o caso, mudar de rumo sem muita frustração”, diz Anaor. Ele avalia que a evasão estudantil muitas vezes ocorre pela falta de identificação com o curso, algo que pode ser evitado com uma vivência profissional antecipada.

Para a especialista da Companhia de Estágios, parcerias entre universidades, empresas e agentes de integração são estratégias muito importantes para ampliar a oferta de vagas aos universitários e expô-los a experiências profissionais mais diversas. “Esses agentes têm acesso direto a empresas de vários setores, o que aumenta as chances do estudante encontrar oportunidades alinhadas ao seu curso e explorar diferentes caminhos antes de escolher qual carreira irá seguir”, afirma. Ela reforça que o acompanhamento da universidade e a orientação sobre os direitos do estagiário também são essenciais para garantir que o estágio cumpra seu papel formativo.

SOBRE A COMPANHIA DE ESTÁGIOS

A Companhia de Estágios é uma empresa que oferece soluções em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes,  realiza a emissão e administração de contratos de estágio, atuando como agente de integração. Além disso, oferece o programa Jovem Aprendiz, cuidando da formação dos jovens e até da folha de pagamento e benefícios para as maiores organizações do país. Com o propósito de fomentar a entrada de estudantes no mercado e guiar cada vez mais talentos e empresas para o amanhã, tem mais de 2 milhões de candidatos cadastrados em sua base. A empresa usa inteligência artificial, gamificação e processos no metaverso para proporcionar a melhor experiência aos candidatos das mais de 4 mil vagas que gerencia anualmente.  É responsável pela construção de programas de atração de talentos para mais de 700 clientes, no Brasil e América Latina, entre eles, Boeing, Volvo, Pirelli, Clariant, Nissan, Bunge, e Alcoa. Atualmente, a Companhia de Estágios é a consultoria de recrutamento e seleção melhor avaliada pelos candidatos no Google e Facebook (4,9/5) e pioneira na certificação do GPTW 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024.  Em 2021, 2022 e 2024 recebeu o prêmio Fornecedor de Confiança (Melhor RH). Em 2024, foi destaque no prêmio The Best Brands, da Melhor RH, na categoria Recrutamento e Seleção. Foi cTop 5 no Top of Mind de RH em 2024 e 2025. Mais informações em www.ciadeestagios.com.br

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