Avanço da PEC no Senado pode exigir revisão de jornadas, escalas, custos e políticas internas, especialmente em setores de operação contínua
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 avança no Senado e deve ganhar novo capítulo nesta semana, com a apresentação do parecer do senador Omar Aziz. O texto em discussão reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e amplia o período de descanso. Para as empresas, o impacto vai além da mudança formal da escala e pode exigir revisão da organização do trabalho.
Setores que dependem de operação contínua ou grande volume de trabalho presencial, como comércio, serviços, saúde, indústria, hotelaria e alimentação, podem precisar reavaliar dimensionamento de equipes, turnos, banco de horas, horas extras e custos operacionais. A adaptação também tende a aumentar a importância da negociação coletiva e da análise preventiva de contratos e políticas internas.
Mesmo antes da definição final do texto, especialistas recomendam que as empresas mapeiem quais áreas seriam mais afetadas e avaliem alternativas de reorganização. Entre os pontos de atenção estão o risco de aumento de passivos trabalhistas, a necessidade de adequação das jornadas e as possíveis regras de transição e exceções para determinadas atividades.
Fabíola Cobianchi Nunes é sócia do CNF Advogados e atua na área trabalhista, com experiência em consultoria e contencioso empresarial. A advogada pode comentar os principais impactos da eventual mudança para os empregadores e quais medidas preventivas podem ser adotadas desde já.








