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Quanto ganha um estagiário no Brasil? Média de bolsa-auxílio cai no Sudeste, mas dispara no Norte

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Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026 também traz como destaque a área de Enfermagem, que registra valorização de 47% ao longo do curso

O valor médio de bolsa-auxílio pago mensalmente aos estudantes que fazem estágio no Brasil na região Sudeste apresentou queda de 3,13% em um ano, de acordo com a 12ª edição do Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026, levantamento elaborado pela Companhia de Estágios. A média da região, que historicamente traz os maiores valores de bolsa-auxílio do país, mudou de R$ 2.074,05, em 2025, para R$ 2.009,09, em 2026 – ainda a média mais alta do país.

A bolsa-auxílio é o valor pago aos estudantes que realizam estágio não obrigatório, ou seja, fora da carga horária exigida por alguns cursos de graduação para a conclusão da formação. Como a Lei de Estágio (Lei 11.788/08) não estipula um piso salarial fixo para a modalidade não obrigatória, os valores praticados no mercado nacional flutuam conforme a oferta, demanda, região e curso. Isso explica por que cursos, setores e regiões tão distintas aparecem em pontos tão diferentes do levantamento.

As informações do levantamento consideram exclusivamente a base de dados interna da Companhia de Estágios, avaliando vagas abertas e geridas pela empresa no período entre maio de 2025 e maio de 2026. O levantamento abrange organizações de pequeno a grande porte em todo o país.

Norte é a segunda região com maior média de bolsa-auxílio

Chama atenção também a valorização da média de bolsa-auxílio na região Norte. Embora em 2025 o Norte tenha apresentado a menor média, com R$ 1.461,53, a região registrou um salto de 14,6%, e chegou a R$ 1.674,80 em 2026. Com isso, o Norte deixou a última posição do ranking regional, superando Sul, Nordeste e Centro-Oeste e se tornou a segunda região com o estágio mais bem pago do país, atrás apenas do Sudeste.

O Sul também registrou uma alta no período, embora menos significativa, chegando a R$ 1.637,83, uma alta de 2,38% em relação a 2025, quando alcançou uma média de R$ 1.599,69.  Em contrapartida, o Nordeste registrou média de R$ 1.562,51 em 2026, uma queda de 1,91% frente aos R$ 1.592,88 do ano anterior. Já o Centro-Oeste teve a maior queda entre as regiões, de 2,13%, com média de R$ 1.511,69, ante R$ 1.544,63 no ano anterior.

“A variação regional reflete a dinâmica econômica e a demanda por talentos em diferentes polos de desenvolvimento do país”, explica Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios.

Bolsa-auxílio por curso de graduação – Destaque para Enfermagem 

Do ponto de vista dos cursos de graduação, o Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026 aponta que estudantes da área de Enfermagem são os que obtêm maior valorização da bolsa-auxílio ao longo da formação. Os graduandos que estão entre o terceiro e o quinto ano da graduação viram a remuneração média saltar para R$ 2.423,69, um crescimento de quase 47% em relação aos dois anos iniciais da faculdade, quando a média registrada é de R$ 1.650,95. Em relação a 2025, o valor médio pago subiu de R$ 1.602,00 para R$ 2.416,43.

O topo do ranking geral de valores pagos aos estudantes do fim da graduação é disputado também com Economia e Agronomia. Confira os cursos com as maiores médias nos períodos finais:

  1. Enfermagem – R$ 2.423,69
  2. Secretariado Executivo – R$ 2.417,80
  3. Economia – R$ 2.403,03
  4. Ciência da Computação – R$ 2.313,53
  5. Webdesign – R$ 2.310,00Na outra ponta, os cursos de Jornalismo (R$ 1.634,69), Letras (R$ 1.358,52) e Educação Física (R$ 1.197,30) registram as médias mais baixas entre as graduações mapeadas.  

Na outra ponta, os cursos de Jornalismo (R$ 1.634,69), Letras (R$ 1.358,52) e Educação Física (R$ 1.197,30) registram as médias mais baixas entre as graduações mapeadas.

Bolsa-auxílio por área de atuação – Finanças segue no topo

Do ponto de vista dos setores econômicos, o setor Financeiro (R$ 3.055,62) e o de Bancos de Investimentos (R$ 2.889,10) seguem como os segmentos que pagam as maiores bolsas-auxílio, seguidos por Tecnologia (R$ 2.746,49), Indústria Farmacêutica (R$ 2.207,33) e Telecomunicações (R$ 2.207,33).

Na outra extremidade, os setores de Indústria Automobilística (R$ 1.648,65), Moda (R$ 1.600,00) e Óleo e Gás (R$ 1.577,27) registram as médias mais moderadas entre os ramos de atuação mapeados.

Para Mavichian, o valor da bolsa-auxílio é apenas parte da equação na hora de atrair jovens talentos. “Hoje, o pacote de benefícios oferecido à parte é um fator decisivo para o estudante escolher onde vai trabalhar. Além disso, pesam na escolha o modelo de trabalho – sendo o híbrido o mais valorizado e também a flexibilidade de horário. O que a geração Z e a alfa que já está no mercado de trabalho valorizam muito também, são as empresas que investem de verdade no seu desenvolvimento. Eles buscam atrativos como programas de mentoria, treinamentos internos e auxílio para cursos de idiomas. Benefícios voltados para a qualidade de vida, como assistência médica e convênios com academias, também pesam muito na balança”, afirma o executivo. 

Bolsa-auxílio no ensino técnico – Informática lidera

Para estagiários de cursos técnicos, as bolsas-auxílio mais valorizadas são destinadas a estudantes de Informática (R$ 1.710,81), Agronegócio (R$ 1.600,00), Secretariado (R$ 1.600,00), Eletroeletrônica (R$ 1.528,44) e Mecatrônica (R$ 1.497,75).

Já os cursos técnicos de Contabilidade (R$ 1.000,00), Edificações (R$ 987,56) e Nutrição (R$ 950,00) apresentam as menores médias do levantamento.

Para obter informações completas sobre o assunto, acesse aqui o Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026.

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