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Financiamento reembolsável vs. não reembolsável: qual a melhor escolha para sua empresa?

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Especialista mostra a importância de analisar a maturidade do negócio, o nível de risco do projeto e a capacidade de pagamento para escolher a melhor modalidade

No complexo ecossistema de financiamento brasileiro, compreender as modalidades de crédito é o primeiro passo para o sucesso empresarial.

Segundo o professor João Ricardo Matta, autor do livro “Quem quer dinheiro? – O manual definitivo da captação de recursos públicos no Brasil”, a escolha entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis depende diretamente de três pilares: o estágio de maturidade do negócio, a natureza do projeto e a capacidade de pagamento da empresa.

Para ajudar empreendedores a navegar por essas opções, ele detalha o funcionamento de cada uma delas abaixo.

1. Financiamento reembolsável – Crédito subsidiado

Esta é a modalidade mais tradicional do mercado, onde o capital emprestado deve ser devolvido à instituição financeira, acrescido de juros. A grande vantagem competitiva dessas linhas públicas em relação ao mercado comercial convencional está nas taxas subsidiadas, nos prazos de carência estendidos e em prazos de pagamento mais longos.

É ideal para projetos de média ou grande monta que demandam capital de giro ou expansão física.

Exemplos práticos

  • BNDES FINEM: voltado para projetos de investimento acima de R$ 10 milhões;
  • BNDES Automático: desenhado para projetos de até R$ 150 milhões;
  • Cartão BNDES: modelo de crédito rotativo focado em micro, pequenas e médias empresas.

2. Financiamento não reembolsável – A “joia da coroa”

Os recursos não reembolsáveis, também conhecidos como subvenção econômica, recebem o título de “joia da coroa” dos recursos governamentais por um motivo simples: não há necessidade de devolução do valor cedido.

Esses recursos são estrategicamente destinados a projetos que envolvem alto risco tecnológico, caráter inovador ou relevante impacto social.

É um crédito ideal para startups de base tecnológica e empresas que investem pesadamente em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).

Exemplos práticos

  • Finep Startup: oferece até R$ 2 milhões para startups que estão em estágio inicial;
  • PIPE FAPESP: apoia a pesquisa inovativa em pequenas empresas localizadas no estado de São Paulo;
  • Programa Centelha: criado para estimular a criação de empreendimentos inovadores em todo o país.

Como escolher a melhor opção para o seu negócio?

Para decidir qual caminho seguir, o empreendedor deve realizar uma autoanálise honesta e colocar na balança quatro fatores cruciais:

  • Capacidade de pagamento: avalie o fluxo de caixa projetado, pois se a sua empresa não tem margem para assumir parcelas mensais, a subvenção (não reembolsável) ou incentivos fiscais como a Lei do Bem podem ser caminhos mais adequados;
  • Nível de risco: se o seu projeto envolve inovação disruptiva e o risco de falha tecnológica é alto, os recursos não reembolsáveis alinham-se melhor, já que o governo aceita compartilhar o risco com o empreendedor;
  • Finalidade do recurso: o crédito reembolsável oferece flexibilidade para expansão e infraestrutura. Por outro lado, a subvenção exige que o dinheiro seja aplicado estritamente no desenvolvimento da inovação que foi proposta no projeto;
  • Exigências técnicas: fique atento aos editais, pois os recursos não reembolsáveis costumam ter seleções muito mais rigorosas, exigindo profissionais com doutorado na equipe ou parcerias formais com universidades.

Estratégia de sucesso

Em última análise, as empresas mais bem-sucedidas no mercado não escolhem apenas uma modalidade. Elas costumam utilizar uma combinação de ambas, aproveitando a subvenção não reembolsável para custear a inovação e o crédito subsidiado reembolsável para escalar a operação.

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