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IA e a reinvenção da Contabilidade: ex-diretor da CVM e Bacen e referência acadêmica lideram o debate sobre o futuro da informação financeira

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Eliseu Martins e Eric Martins analisam como a expansão dos ativos intangíveis e o avanço da IA pressionam a contabilidade a conciliar relevância, confiabilidade e capacidade de refletir o valor real das empresas

A Contabilidade Societária, historicamente reconhecida como o alicerce da governança corporativa e da transparência empresarial, atravessa um período de intensa reavaliação. Em um cenário econômico onde a maior parte da riqueza é gerada por ativos intangíveis e a velocidade da Inteligência Artificial (IA) redefine o fluxo de dados, a utilidade e a capacidade das demonstrações financeiras (DFs) tradicionais de refletir o valor real das companhias são questionadas.

A disciplina, que no Brasil segue os princípios da Lei das Sociedades por Ações (nº 6.404/76) e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), se vê pressionada a provar sua relevância. A validade do balanço patrimonial, essencial por detalhar ativos, passivos e patrimônio líquido, está sob análise rigorosa no mercado: os balanços continuam relevantes? Quem está lendo os balanços?

A resposta, para muitas empresas de alta tecnologia, tem sido a crescente utilização de relatórios da administração e indicadores operacionais para fins de precificação, o que reforça o dilema entre a confiabilidade da informação auditada versus sua utilidade no cenário atual.

Refletindo a urgência desse tema no mercado, a Capital Aberto promove, nos dias 10 e 11 de novembro, das 8h30 às 11h, um ciclo de discussões que mobiliza autoridades com experiência direta na formulação de regras e na fiscalização do mercado de capitais.

Diante da intensa reavaliação da utilidade dos balanços, a necessidade de um debate de alto calibre técnico é urgente. “A contabilidade não pode mais ser vista como mera exigência burocrática, mas sim como um elemento essencial para o crescimento e a credibilidade empresarial“, destaca Maika Ishigaki, Diretora Executiva da Capital Aberto. “Reunir a experiência regulatória do Professor Eliseu Martins e a profundidade de consultoria e aplicação de mercado do Professor Eric Martins é crucial para que o setor consiga se antecipar a essa transformação sistêmica, dominando a Inteligência Artificial e os dilemas da nova economia“, completa.

O professor Eliseu Martins confere ao debate um peso institucional que poucas discussões sobre o tema alcançam, dada a sua experiência crucial em órgãos reguladores. Sua trajetória é marcada pela atuação como Ex-Diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil e Ex-Diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em dois períodos (1985 a 1988 e, novamente, de Outubro de 2008 a Dezembro de 2009). Além desse histórico regulatório, Martins é Professor Emérito das Faculdades de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Essa experiência garante que a discussão sobre os dilemas contábeis – como o confronto entre custo histórico versus valor justo e a tensão entre confiabilidade versus utilidade – seja conduzida com a profundidade de quem moldou a fiscalização financeira brasileira.

O professor Eric Martins complementa a análise, oferecendo a perspectiva do consultor e parecerista contábil atuante na área de contabilidade societária, avaliação de empresas e finanças. Doutor e Bacharel em Contabilidade pela FEA-USP, com Pós-Doutorado pela UFES, Eric Martins possui mais de 20 anos de experiência de docência em instituições de primeira linha. Sua experiência é ampliada pela atuação em conselhos fiscais e comitês de auditoria de capital aberto, o que conecta a teoria contábil avançada à aplicação prática exigida de controllers e auditores.

A vanguarda tecnológica e os gargalos estruturais

O conteúdo do debate articula a necessidade de a contabilidade evoluir diante de startups, tecnologia e ativos intangíveis. É central a análise de como a Inteligência Artificial (IA) e o big data impactam a análise das demonstrações financeiras, permitindo a captura e a análise de informações em lote, bem como a compilação de dados provenientes de diferentes fontes.

O avanço da economia digital expôs a limitação dos modelos contábeis tradicionais em refletir o valor econômico das empresas. É um movimento que, segundo o professor Eric Martins, pressiona a agenda técnica do setor. “A Contabilidade Societária não tem acompanhado as mudanças ocorridas nos negócios nas últimas décadas. Nesse encontro, veremos como e quando isso é verdade”, diz, em referência ao ciclo promovido pela Capital Aberto nos dias 10 e 11 de novembro.

Os especialistas buscam respostas para questões cruciais: a Contabilidade está, de fato, acompanhando essa evolução tecnológica e a mudança na forma de utilização da informação contábil?. Para o setor de alta tecnologia, o debate questiona se há caminhos para a contabilidade auxiliar na precificação dessas empresas e se a alocação de capital está adequada.

Os participantes também abordam os desafios de infraestrutura no país. Critica-se, por exemplo, o “acesso à informação no Brasil sofrível” e a ausência de XBRL – linguagem de marcação que facilitaria o intercâmbio de dados. Tais entraves dificultam o pleno aproveitamento das novas tecnologias.

Implicações sistêmicas: o pilar contábil e a transição fiscal

A excelência na gestão contábil societária, que garante credibilidade empresarial e maior confiança de investidores, torna-se um imperativo estratégico em face do ambiente regulatório dinâmico.

Embora a pauta central do encontro seja a reinvenção da contabilidade, os especialistas garantem que a profundidade do conhecimento na disciplina é crucial no cenário fiscal. A proposta de substituição de tributos pelo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) representa uma mudança estrutural na apuração de impostos. Essa transição exigirá ajustes profundos na escrituração contábil e no controle de créditos tributários.

Empresas que utilizam o planejamento contábil como instrumento de gestão para otimizar impostos e melhorar sua liquidez precisarão da profundidade desse conhecimento para garantir uma transição segura e eficiente para o novo modelo tributário. A boa gestão contábil é o diferencial que define o sucesso ou o fracasso de uma empresa em um mercado competitivo.

Serviço

Contabilidade Societária – Conheça o futuro da contabilidade com Eliseu Martins e Eric Martins

Datas: 10 e 11 de novembro de 2025

Horário: das 8h30 às 11h00

Formato: Online, ao vivo pelo Zoom

Mais informações e inscriçõesContabilidade Societária

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