Tecnologia

IA já está em 60% dos hospitais, mas falhas em estoques ainda desafiam o setor

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Ferramentas de IA já estão presentes em 60% dos hospitais privados brasileiros, mas especialistas alertam: o planejamento de estoques e compras ainda são elos frágeis da cadeia de suprimentos

Um levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), em parceria com a Associação Brasileira de Startups de Saúde e Healthtechs (ABSS), indicou que mais de 60% dos hospitais privados no Brasil já utilizam modelos de inteligência artificial de forma integrada às operações. Os objetivos são aumentar a eficiência operacional, reduzir custos com despesas de saúde e melhorar a qualidade assistencial. 

Nesse cenário, a GTPLAN tornou-se referência com suas soluções que entregam valor para a cadeia de suprimentos da saúde, acompanhando a evolução das tecnologias que hoje se consolidam no mercado. A trajetória da empresa começou com os primeiros projetos de digitalização e gestão inteligente de demanda e estoque e, já em 2012, gerava milhões de reais em economia para grandes instituições, com reflexos diretos na melhoria do atendimento ao paciente.

Nos últimos anos, hospitais que adotaram a GTPLAN registraram reduções de até 40% no excesso de inventário, 80% no tempo de compras e planejamento e ganhos de 5% no nível de serviço hospitalar.

Em 2018, a GTPLAN deu um salto com a aplicação de algoritmos sofisticados de machine learning para previsão de demanda. No ano seguinte, inovou ao lançar um BOT conversacional com inteligência artificial para atendimento aos usuários vendedores do seu marketplace, antecipando tendências de interação digital que só viriam a ganhar escala anos depois.

Mais recentemente, em 2024, foi a vez do lançamento do BOT interpretador de cenários, integrado ao ChatGPT, que já está em uso por planejadores hospitalares na principal tela de consulta da plataforma. Com apenas um clique, o usuário pode acionar a inteligência artificial para obter insights imediatos sobre riscos de ruptura, excesso de estoque, criticidade do medicamento e alternativas de compra, transformando o processo de análise em uma experiência muito mais ágil e precisa. 

E, nesse momento, a empresa se prepara para um novo marco: a construção de uma plataforma centrada em usabilidade e jornadas operacionais mais inteligentes; e, em 2026, a chegada dos agentes autônomos de IA, capazes de antecipar demandas e executar rotinas críticas sem intervenção humana.

Um posicionamento diferente no mercado de IA

Enquanto muitas empresas correm para embarcar na “onda da IA”, a GTPLAN defende que a tecnologia não deve ser tratada como um fim em si mesma, mas como um meio de escalar eficiência e inovação. Essa visão crítica se apoia em estudos como o do MIT, divulgado em 2025, que mostrou que 95% dos projetos de IA no mundo não geram impacto real no lucro das empresas. Para a GTPLAN, a diferença está em unir processos sólidos, governança e cultura organizacional antes de aplicar qualquer automação.

Segundo afirma Glaucio Dias, cofundador da GTPLAN, “Enquanto muitos enxergam a IA como uma solução imediata, esquecendo das complexidades da cadeia de suprimentos hospitalar, nós sabemos que a tecnologia precisa respeitar um princípio básico: a segurança do paciente. A IA só faz sentido se aplicada em processos de planejamento de estoques e compras estruturados e confiáveis. Do contrário, multiplica erros. Esse é o grande diferencial de onde se insere a GTPLAN e suas soluções inovadoras”.

Preparando o futuro da saúde

Para a GTPLAN, o futuro da saúde digital será construído sobre três pilares: a organização de dados e processos como base para qualquer automação; a aplicação da inteligência artificial de forma contextual, com foco em resultados concretos e mensuráveis; e a governança humana combinada a uma cultura de inovação, que garante confiança e adoção em ambientes críticos como hospitais.

Thiago Fialho, também cofundador da GTPLAN, acrescenta ainda que a GTPLAN tem intensificado seus investimentos internos em novas tecnologias baseadas em IA, com foco em potencializar a área de pesquisa e desenvolvimento. Segundo ele, essa estratégia busca criar jornadas de uso mais intuitivas e eficientes, que garantam maior engajamento dos usuários, menos atrito no dia a dia e redução nos custos de sustentação. “Estamos preparando nossos times para esse novo momento, promovendo aculturamento, capacitação e governança. O futuro da GTPLAN passa pela transformação dos processos pela IA, mas sabemos que essa transição só será bem-sucedida se for sustentada pela governança e capacidade do nosso time sênior e seu compromisso com a excelência, segurança e escalabilidade”, ressalta.

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