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IA já responde por mais de 85% das decisões de crédito no varejo e reduz inadimplência em 10%

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Com crescimento de 9,4% no estoque de crédito em 2025, segundo o Banco Central, o varejo passou a tratar a análise de risco como área estratégica. Na Top One Financeira, que já analisou mais de R$ 3,0 bilhões em solicitações e atua em mais de 3 mil pontos de venda, a adoção de inteligência artificial permitiu reduzir o tempo de resposta em mais de 50% e conter a inadimplência mesmo com maior escala.

Com juros elevados e níveis altos de inadimplência, empresas do setor de varejo aceleraram a adoção de inteligência artificial para reduzir risco, ganhar escala e manter a concessão de crédito. Na Top One Financeira, especializada em crediário e crédito no ponto de venda, mais de 85% das decisões de crédito já são realizadas por modelos automatizados. Segundo a companhia, a adoção da inteligência artificial reduziu o tempo médio de resposta em mais de 50% e diminuiu a inadimplência em torno de 10%, sem retração relevante nas taxas de aprovação. O uso da tecnologia possibilitou ampliar a escala da operação ao mesmo tempo em que manteve o risco sob controle.  Dados do Banco Central mostram que o saldo total de crédito no Sistema Financeiro Nacional cresceu 9,4% em 2025, movimento que ampliou a pressão sobre as áreas de risco e cobrança.

“O crédito continua crescendo, mas o erro ficou mais caro. A automação deixou de ser apenas um ganho de eficiência e passou a ser uma exigência de controle de risco. O volume de operações hoje exige decisões consistentes, baseadas em dados e executadas em segundos”, afirma Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira e especialista em análise de crédito. Fundada em 2018, a empresa já analisou mais de R$ 3,0 bilhões em solicitações de crédito e atua em mais de 3 mil pontos de venda em diferentes regiões do país, com forte presença no varejo físico.

O avanço do crediário no varejo, em meio à restrição do crédito bancário tradicional, ampliou o acesso ao parcelamento, mas também elevou a exposição a atrasos e fraudes. Segundo Vanderley, modelos baseados exclusivamente em análise manual tendem a pressionar caixa, margens e capital de giro, sobretudo em períodos de desaceleração do consumo.

Para mitigar esses riscos, a empresa estruturou esteiras de crédito integradas, com múltiplas bases de dados, motores de decisão e camadas antifraude. A adoção de biometria facial e prova de vida eliminou registros de fraudes confirmadas após a implementação dessas tecnologias, segundo a Top One.

As soluções utilizadas pela companhia são desenvolvidas em parceria com a MultiDecision, especializada em inteligência analítica, motores de decisão e antifraude. O modelo combina automação com políticas de crédito pré-definidas e supervisão humana para exceções e ajustes estratégicos. 

“Automatizar não significa flexibilizar critérios, mas aplicar as regras com mais precisão. Crédito mal concedido compromete o consumo futuro e afeta toda a cadeia econômica. A inteligência artificial caminha para se tornar padrão na análise de crédito no varejo. As empresas que não adotarem modelos automatizados e gestão de risco orientada por dados tendem a conviver com níveis mais altos de inadimplência e perda de competitividade em um mercado cada vez mais seletivo”, conclui Vanderley. 

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