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Juros altos do crédito corporativo mantém pressão sobre empresas e compromete fluxo da cadeia produtiva

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Corporações buscam alternativas para financiar operações; Robbin conecta indústrias e varejistas por meio de uma nova infraestrutura de crédito B2B

O alto custo do crédito continua sendo um dos principais desafios para as empresas brasileiras. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros nas operações de crédito livre para pessoas jurídicas encerrou 2025 em 25% ao ano, enquanto o spread bancário total atingiu 21,4 pontos percentuais, refletindo o encarecimento do financiamento corporativo. O cenário afeta especialmente pequenas e médias empresas, que dependem de capital de giro para manter operações, financiar estoques e sustentar o crescimento, gerando impactos em toda a cadeia produtiva, da indústria ao varejo.

A combinação de juros elevados, critérios mais rigorosos de concessão de crédito e acesso restrito a fontes alternativas de recursos tem levado muitas empresas a rever investimentos e a alongar ciclos de negociação com fornecedores e clientes. Para solucionar esse desafio e dar maior tranquilidade para os varejistas, a Robbin, fintech especializada em infraestrutura de crédito B2B que conecta indústrias e varejistas por meio de soluções de financiamento sob marca própria, opera por meio de um produto co-branded com um cartão virtual via pix no qual os lojistas passam a contar com mais limite de crédito, melhores condições de pagamento e acesso a programas de benefícios que podem ser convertidos em descontos em novas compras ou pontos Livelo.

O diferencial da solução está na infraestrutura utilizada para processar as transações. Em vez de operar pelos arranjos tradicionais de cartão, baseados nas bandeiras Visa e Mastercard, a plataforma utiliza os trilhos do Pix, permitindo liquidação em tempo real, maior eficiência operacional e redução de custos ao longo da cadeia.

“O crédito continua sendo um dos principais desafios para a expansão dos negócios no Brasil. Quando o acesso a recursos fica mais restrito, toda a cadeia produtiva sente os efeitos. Nosso objetivo é criar mecanismos que fortaleçam a relação entre indústria e varejo, ampliando o poder de compra dos lojistas e gerando mais oportunidades de negócio para ambos os lados”, afirma Leonardo Moura, CEO da Robbin.

Atualmente, a Robbin atende grandes indústrias como Cantu, Chilli Beans, Baterias Moura, Malwee e Brinox, além da Juntos Somos Mais, marketplace digital criado por Gerdau, Votorantim e Tigre.

Para as indústrias, o modelo representa uma nova ferramenta de relacionamento B2B e crescimento. Ao disponibilizar crédito, prazo e benefícios sob sua própria marca, as empresas conseguem ampliar a capacidade de compra dos varejistas, estimular a recorrência das vendas e fortalecer o vínculo comercial com sua rede de clientes.

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