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Marco Legal dos Seguros: presidente da Cedro Textil defende rigor técnico e diálogo

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Última edição do ano da série Conversa Aberta, promovida pela Abit, analisou impactos da nova lei para a indústria têxtil e de confecção

O novo Marco Legal dos Seguros representa uma oportunidade concreta de mudança, desde que venha acompanhado de maior rigor técnico, diálogo entre as partes e reconhecimento das especificidades de cada empresa, elementos essenciais para fortalecer a competitividade e a segurança do setor têxtil. A avaliação foi feita pelo presidente da Cedro Textil, Fábio Mascarenhas, no Conversa Aberta, série de debates da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O início da vigência do Marco Legal dos Seguros (Lei nº 15.040/2024) pautou a última edição do ano do Conversa Aberta. Transmitido pelo YouTube, o encontro reuniu representantes da indústria, do mercado segurador e de entidades técnicas para discutir as mudanças regulatórias e seus reflexos sobre o ambiente produtivo nacional.

De acordo com o presidente da Cedro Textil, um dos principais problemas é a dificuldade de as empresas conseguirem que seguradoras façam inspeções técnicas presenciais. “Na maioria das vezes, quando solicitamos uma proposta de seguro patrimonial, recebemos negativas rápidas, quase automáticas, sem uma avaliação adequada do risco”, afirmou.

Para o executivo, a aplicação efetiva do novo marco regulatório passa necessariamente por uma análise mais criteriosa e individualizada. “Não se pode nivelar por baixo todas as empresas apenas por serem têxteis. Há companhias que investem fortemente em proteção, sinalização e treinamento de brigadas, e outras que ainda estão em processo de adequação”, assinalou. Fábio Mascarenhas reforçou que o mapeamento de riscos e os investimentos em mitigação são caminhos a serem seguidos pelo setor.

Avanços

A mediação do Conversa Aberta foi feita por Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, que enfatizou a importância de ampliar o mercado segurador brasileiro. “O seguro é uma ciência. Precisamos de mais oferta, mais demanda, melhor preparo dos profissionais e integração com o que acontece no mundo”, ressaltou.

Segundo Danilo Silveira, diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a nova lei fortalece a segurança jurídica, a transparência e o diálogo entre seguradoras e segurados. Ele apontou avanços práticos, como a valorização da análise de riscos, a correta precificação e o foco em ações de prevenção, especialmente diante das adversidades climáticas, com impactos positivos para pequenas e médias empresas.

Já Boris Ber, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), destacou o papel estratégico do corretor no novo ambiente regulatório. Em sua opinião, a lei tende a atrair resseguradoras para o Brasil, trazendo mais equilíbrio e organização ao setor.

Por sua vez, Arthur Dias, diretor do Senai Francisco Matarazzo, apresentou os avanços do trabalho realizado a partir de uma provocação da Abit para compreender as dificuldades da indústria têxtil na contratação de seguros. Entre as iniciativas estão a elaboração de um Guia de Boas Práticas voltado à prevenção de sinistros, como incêndios, além de cursos, workshops e treinamentos em gestão de riscos.

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