Saúde

Plano de saúde e bônus lideram lista de benefícios mais valorizados pelos trabalhadores

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Pesquisa mostra que profissionais querem mais autonomia para escolher auxílios corporativos e cobram maior alinhamento entre benefícios oferecidos e necessidades reais

Os benefícios corporativos se tornaram um dos principais fatores considerados pelos profissionais ao escolher ou permanecer em um emprego. Em um mercado de trabalho mais competitivo, empresas têm buscado revisar seus pacotes de auxílios para atender às novas expectativas dos trabalhadores, que passam a valorizar não apenas o salário, mas também vantagens que impactam diretamente sua qualidade de vida.

Entre os benefícios mais desejados pelos profissionais estão plano de saúde, seguro de vida e participação nos lucros, além de bônus financeiros vinculados ao desempenho. Um levantamento da consultoria Robert Half, com cerca de 1.400 profissionais com ensino superior, mostra que 76% dos trabalhadores acreditam que os benefícios oferecidos pelas empresas precisam mudar para atender melhor às suas necessidades.

O estudo apresentado no artigo da Evacard também aponta que existe um descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os profissionais realmente valorizam. O bônus corporativo, por exemplo, aparece como o benefício mais desejado pelos trabalhadores, mas ocupa apenas a quinta posição entre os mais oferecidos pelas organizações.

Essa desconexão tem relação com as projeções econômicas para 2026, que indicam que os salários fixos devem perder poder de compra frente à inflação. Isso torna os pacotes de benefícios flexíveis e os incentivos financeiros variados as ferramentas primordiais para reverter a insatisfação dos colaboradores na empresa em que atua.

Outro aspecto que ganha força é a personalização. Segundo a pesquisa, 84% dos profissionais gostariam de poder escolher ou adaptar seus benefícios, mas apenas 21% afirmam ter essa possibilidade atualmente nas empresas em que trabalham.

Entretanto, o relatório da Future of Jobs 2025 do Fórum Econômico Mundial aponta um cenário importante para o setor. Até 2030, quase metade das competências dos trabalhadores precisará ser atualizada, devido à adoção em massa da inteligência artificial e de tecnologias de fronteira, o que impacta diretamente na remuneração como um todo e também nos cargos ocupados por cada profissional.

Flexibilidade passa a ser diferencial competitivo para empresas

A insatisfação com pacotes de benefícios padronizados tem levado organizações a buscar formatos mais adaptáveis. Entre as demandas mais citadas pelos profissionais estão os benefícios ligados à saúde, alimentação, educação e qualidade de vida, sendo questões que impactam diretamente na visão do colaborador sobre seu futuro na empresa e atual trabalho.

Nesse contexto, cresce o interesse por soluções que concentram diferentes categorias de benefícios em uma única plataforma ou cartão, permitindo que empresas organizem os auxílios de forma mais eficiente e ofereçam maior autonomia de escolha aos colaboradores.

A tendência acompanha mudanças no mercado de trabalho, em que o pacote de benefícios deixou de ser apenas um complemento salarial e passou a ser um elemento estratégico para atrair, engajar e reter talentos dentro das organizações.

O futuro do trabalho no mundo corporativo

A transformação nos auxílios corporativos não se restringe a uma demanda isolada do mercado interno, estando diretamente vinculada à reconfiguração global das dinâmicas de emprego e tecnologia a partir dessa transição. Diante disso, os especialistas da Evacard destacaram dois dados que sustentam as novas políticas. 

  • Transição tecnológica extrema: Dados do Fórum Econômico Mundial indicam que o avanço da automação criará uma rotatividade de funções sem precedentes, exigindo das companhias pacotes de benefícios voltados à saúde mental e auxílio-educação para dar suporte aos funcionários nessa transição
  • Estagnação salarial e incentivos: De acordo com análises econômicas divulgadas no fim de 2025 para o ano de 2026, a tendência de orçamentos mais enxutos para reajustes salariais fixos coloca o foco das empresas nos bônus de performance e cartões multibenefícios como a principal alternativa para conter a rotatividade de pessoal (turnover)

A modificação dessas políticas passa a ser vital para acompanhar a evolução das competências globais e a sobrevivência corporativa nesta nova era produtiva.

Tendências globais de empregabilidade

O cenário corporativo de 2026 consolida o fator humano como a principal vantagem competitiva das marcas, em que a atração de talentos depende diretamente da personalização das contrapartidas das empresas. Diante de uma força de trabalho que prioriza o bem-estar duradouro, os seguintes fatores passam a balizar o mercado atual:

  • A vantagem humana em foco: Estudos globais de tendências para o ano, como o relatório da ManpowerGroup, destacam que, à medida que a tecnologia se torna commodity, o diferencial competitivo das empresas reside na capacidade de apoiar o capital humano por meio de benefícios adaptáveis e focados em saúde integral.
  • Equilíbrio de vida e escolha: As análises também apontam que a flexibilidade máxima nas modalidades de trabalho e a autonomia na atribuição de créditos corporativos são os pilares centrais para reverter a falta de engajamento das equipes.
  • Inclusão e customização geracional: Outro dado confirmado nas pesquisas é que os pacotes fixos e iguais para todos já não atendem às necessidades de equipes formadas por profissionais de diferentes idades. O mercado exige plataformas flexíveis, que permitam adaptar as vantagens oferecidas de acordo com o momento de vida de cada colaborador, equilibrando as prioridades de jovens em início de carreira com as de funcionários mais experientes. 

O mercado para 2026 estabelece que o sucesso corporativo não é mais determinado apenas pela eficiência tecnológica, mas pela capacidade de oferecer mais autonomia e auxílios aos colaboradores. As organizações que não integrarem essas tendências aos seus pacotes de benefícios encontrarão dificuldades crescentes para garantir a estabilidade e a retenção de seus profissionais em um mercado crescentemente volátil.

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