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Procura por talentos com habilidades em IA cresce mais de 300% e muda perfil das contratações

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Especialista em outsourcing, alocação estratégica explica como a inteligência artificial está transformando as habilidades mais valorizadas no mercado e por que o conhecimento técnico sozinho já não garante espaço nas equipes

A busca por profissionais com habilidades em Inteligência Artificial (IA) cresceu mais de 300% no Brasil, segundo levantamento da Gupy. Longe de ser um movimento restrito aos programadores, a tecnologia invadiu a rotina de áreas tradicionais como marketing, recursos humanos, finanças, logística e atendimento, reorganizando salários e elevando os critérios de contratação no mercado corporativo.

Essa transformação coincide com um cenário global de busca por eficiência. Grandes empresas vêm revisando suas estruturas e automatizando tarefas repetitivas. Como consequência, o profissional que domina as ferramentas de IA tornou-se altamente valorizado. Dados da Lightcast revelam que vagas que exigem ao menos uma habilidade na tecnologia pagam, em média, 28% a mais. Quando o talento reúne duas ou mais competências integradas, como automação e IA aplicada à sua área de atuação, o ganho salarial salta para 43%.

O impacto no recrutamento – o que as empresas estão buscando agora 

Essa dinâmica mudou a rotina da MPJ Solutions, consultoria especializada em tecnologia, outsourcing e alocação de profissionais para projetos de transformação digital. Como a empresa atua na linha de frente estruturando equipes para grandes corporações, o CEO, Jerry Soares, aponta que a exigência por fluência digital deixou de ser um diferencial e virou pré-requisito em quase todas as funções.

“O foco das contratações mudou drasticamente. Antes, a principal preocupação das empresas era encontrar alguém com o domínio técnico isolado da sua profissão, seja em finanças, projetos ou desenvolvimento. Agora, a demanda é por pessoas que já cheguem acelerando as entregas através do uso inteligente da IA corporativa”, afirma Soares.

A nova pirâmide do mercado corporativo

A experiência prática de mercado da MPJ Solutions mostra que a força de trabalho corporativa está se dividindo claramente em três níveis de competitividade:

  • A base analógica: Profissionais de qualquer área que executam tarefas de forma puramente manual, sem o apoio de IA. Este grupo perde espaço rapidamente e sofre com a estagnação salarial.
  • O novo padrão: Profissionais (como analistas de marketing, RH ou finanças) que utilizam a IA como assistente diário de produtividade para acelerar relatórios, análises e apresentações. Este passou a ser o perfil básico exigido pelo mercado.
  • O topo estratégico: Um grupo restrito de talentos que sabe desenhar soluções, automatizar fluxos complexos de trabalho e reduzir custos operacionais combinando sua experiência de negócios com a tecnologia. É aqui que se concentram os maiores salários.

Para o CEO da MPJ Solutions, o cenário estabelece um caminho sem volta para as carreiras. “O que mudou não foi o surgimento de novas ferramentas, mas a régua da entrega esperada pelas empresas. Quando o mercado encontra um profissional que sabe conectar a IA à resolução de problemas reais de negócio, ele vira alvo de disputa imediata”, conclui Jerry Soares.

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