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Relatório da Bitfinex Securities identifica tokenização como ferramenta para reconstrução da economia da Venezuela

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  • Na esteira da prisão do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, a Venezuela entrou em uma fase de profunda transformação, e a tokenização vem surgindo como uma ferramenta para impulsionar o crescimento econômico
  • O Relatório de Inclusão do Mercado da América Latina de Bitfinex Securities é a primeira análise do setor sobre as barreiras enfrentadas por todas as classes de tomadores de recursos e investidores na América Latina

A Bitfinex Securities – plataforma regulada para captação de recursos e negociação de valores mobiliários tokenizados, subsidiária da Bitfinex, uma das mais antigas e prestigiadas plataformas de negociação de ativos digitais – divulgou hoje uma nova análise sobre como a tokenização pode desempenhar um papel fundamental no fortalecimento da incipiente recuperação econômica da Venezuela.

A versão mais recente do Relatório de Inclusão do Mercado da América Latina de Bitfinex Securities, que foi publicado pela primeira vez em 2025, revela como restrições estruturais estão limitando os sinais iniciais de recuperação econômica observados desde a prisão do presidente Maduro, em janeiro de 2026.

As restrições identificadas, incluindo altos custos de emissão e estruturação, processos prolongados e significativa intermediação, são típicas de economias emergentes com mercados de capitais reduzidos e, historicamente, têm dificultado o crescimento ao restringir o acesso dessas economias ao capital internacional.

Jorge Jraissati, presidente do Economic Inclusion Group, entrevistado para a análise da Bitfinex Securities, afirmou: “Relatórios da OCDE, do BIS e do Fórum Econômico Mundial convergem para a visão de que a tokenização pode reduzir fricções operacionais, melhorar a rastreabilidade, facilitar liquidações mais rápidas e ampliar o acesso de investidores – desde que exista um arcabouço legal claro que regulamente direitos de propriedade, custódia, conformidade e resolução de disputas”.

Especialistas locais acreditam que este é o momento de colocar a tokenização no centro da infraestrutura financeira da Venezuela, para garantir que, quando investidores internacionais voltarem a participar dos mercados do país, ele possa se beneficiar plenamente dessa presença. A Venezuela já conta com a vantagem de uma população altamente familiarizada com ativos digitais, tendo recorrido a criptomoedas para pagamentos, poupança e transferências internacionais ao longo de anos de instabilidade econômica.

José Miguel Farias, consultor de captação de recursos, afirmou: “A Venezuela possui um elemento favorável que raramente é reconhecido nesse contexto: uma ampla base de usuários que já utiliza ativos digitais e stablecoins no dia a dia, não por sofisticação financeira, mas por necessidade. Isso é uma infraestrutura real de adoção. A tokenização pode acelerar muito esse processo, mas não de forma isolada; ela exige que o país avance em compreensão, regulação e adoção dessas tecnologias”.

A Venezuela possui grande potencial econômico inexplorado: a produção de petróleo, por exemplo, atingiu seu maior nível em sete anos em 2025, ultrapassando 1 milhão de barris por dia (bpd). Ainda assim, o país segue sem atrair o nível de investimento necessário para retornar aos 3,1 milhões de bpd registrados no final da década de 1990, patamar considerado fundamental para consolidar esse período de transformação econômica.

Os ativos de petróleo da Venezuela oferecem um ponto de entrada natural para a integração da tokenização na infraestrutura financeira. Segundo Jraissati, a tokenização de ativos de recursos naturais é uma das três principais oportunidades que essa tecnologia pode viabilizar para o país:

  • A tokenização de fluxos econômicos ligados a ativos produtivos – por exemplo, direitos sobre receitas futuras de projetos de petróleo, gás ou mineração – poderia ajudar a mobilizar capital sem depender da reconstrução completa do sistema financeiro tradicional. Uma adoção bem-sucedida no setor de recursos naturais poderia servir de modelo para uma integração mais ampla na economia.
  • Exposição econômica a projetos intensivos em capital por meio de fracionamento, abrindo espaço para coinvestimento entre family offices, fundos especializados, traders de commodities e atores da diáspora venezuelana.
  • Criação de cadeias de rastreabilidade significativamente mais confiáveis no setor de mineração, desde a origem até a exportação, algo particularmente relevante em um país onde o ouro há muito tempo está associado à opacidade, ilegalidade e risco reputacional.

Comentando os achados, Jesse Knutson, Head de Operações da Bitfinex Securities, afirmou: “Em um momento tão decisivo para o desenvolvimento econômico da Venezuela, a tokenização representa uma oportunidade única de repensar o sistema financeiro, contornando barreiras obsoletas que historicamente limitaram o acesso ao capital. Ao reduzir drasticamente os custos de emissão e encurtar prazos de listagem de meses para minutos, a tokenização permite que setores essenciais como energia e mineração superem a burocracia tradicional. Ela não apenas impulsiona eficiência operacional; também promove uma conexão direta e transparente entre emissores venezuelanos e a comunidade global de investidores”.

Citações relevantes do relatório

“Essa é uma das áreas em que a tokenização pode gerar uma contribuição real. A evolução tecnológica e a abertura a novas formas de financiamento, como a tokenização, serão fundamentais para o futuro do ecossistema financeiro do país. Rejeitar isso é condenar-se ao fracasso”, José Grasso Vecchio, presidente da Bolsa de Valores de Caracas (BVC).

“O futuro do mercado venezuelano dependerá em grande parte da sua capacidade de se adaptar a novas formas de investimento e financiamento. Nesse contexto, a tokenização não deve ser entendida apenas como uma inovação tecnológica, mas como uma nova infraestrutura financeira capaz de conectar ativos locais ao capital global”José Grasso Vecchio, presidente da Bolsa de Valores de Caracas (BVC).

“Essa inovação aborda diversas fricções, como a redução do tempo de liquidação de dias para minutos, permitindo a propriedade fracionada, o que reduz a barreira de entrada para investidores menores, e criando canais de acesso ao capital internacional sem a necessidade de percorrer toda a infraestrutura de intermediação local. Nesse sentido, o potencial técnico é único”, afirmou José Miguel Farías, consultor de captação de recursos.

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