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Relatório da Reputation Dividend diz que reputação é quase 29% do valor das empresas

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Pesquisa britânica mostra que reputação e visibilidade influenciam diretamente o preço das ações; no Brasil, empresas que trabalham assessoria de imprensa de forma estratégica tendem a ganhar espaço entre analistas e investidores, ampliando seu valuation e presença no mercado

Nos últimos anos, estudos sobre o impacto da reputação e da mídia corporativa no valor de mercado reforçam o papel da comunicação: a reputação corporativa corresponde por cerca de 26% até 29% do valor real da empresa, o que representa até um terço da capitalização de mercado. É o que traz o mais recente Reputation Dividend 2025, estudo da consultoria britânica que analisa o FTSE e o S&P 500. Outras análises mostram que notícias positivas e cobertura estratégica em veículos de negócios ajudam a expandir múltiplos como P/L (preço sobre lucro) e EV/EBITDA (Valor da Empresa/Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), sinalizando que a narrativa é tão relevante quanto os fundamentos.

“Há uma percepção errada de que assessoria de imprensa é apenas colocar o nome da empresa em jornal ou site”, diz André Groh, fundador da Growth Global, agência de reputação e inteligência de mídia. “Na verdade, trata‑se de construir, dia a dia, uma percepção de autoridade, confiança e previsibilidade – elementos que os investidores valorizam tanto quanto ou mais do que os números.”

Segundo Groh, em rodadas de captação e em operações de M&A, a narrativa ganha peso em paralelo aos indicadores financeiros. “Quando um fundo de private equity ou um investidor estrangeiro avalia uma empresa, ele não olha só para EBITDA e receita. Ele quer entender se o negócio é escalável, se a liderança é consistente e se a marca tem capacidade de atrair e fidelizar clientes. A assessoria de imprensa ajuda a traduzir isso em mensagens claras, repetidas em contextos relevantes.”

Pesquisas apontam que a cobertura estratégica em veículos de negócios e especializados aumenta a atenção de analistas e investidores, o que se traduz em maior liquidez e disposição de pagar prêmio pelo papel. “Quando um gestor de fundos vê a mesma empresa citada em reportagens, análises e colunas, ele começa a associar esse nome a liderança setorial, inovação ou consistência operacional. Isso se traduz em disposição de pagar um prêmio maior no valuation”, afirma.

Além disso, estudos sobre o impacto da mídia na cotação mostram que a percepção pública, filtrada por notícias, pode acelerar ou frear o preço das ações. “Em um único dia, uma notícia mal interpretada ou uma crise mal comunicada pode derrubar o valor de mercado de uma empresa. Uma assessoria de imprensa profissional, com protocolo de crise, portas‑vozes treinados e relacionamento prévio com a imprensa, reduz esse impacto e mantém o valuation mais estável”, completa Groh.

Para o fundador da Growth Global, em 2026, a assessoria de imprensa se torna ainda mais relevante. “Empresas que antes cortavam orçamento de comunicação em momentos de crise agora estão entendendo que é justamente nesses momentos que a narrativa precisa ser mais firme, clara e consistente para proteger o valor que construíram”, finaliza.

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