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O que diferencia quem fecha as portas e quem cresce nas crises

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Especialistas colocam assunto em discussão para orientar empreendedores em tempos de incertezas

Em um país onde empreender é, muitas vezes, um ato de coragem, a resiliência se tornou uma das competências mais valiosas para quem quer manter o negócio vivo. De acordo com a pesquisa Causa Mortis do Sebrae (edição 2024), 23% das empresas brasileiras encerram as atividades por falta de planejamento financeiro, 17% por má gestão e 9% por problemas de fluxo de caixa. A mortalidade ainda é mais alta entre micro e pequenas empresas, que representam 99% dos negócios do país, segundo o IBGE.

Em 2025, esse dado ganha novo peso diante de um cenário de juros elevados, com a taxa Selic estacionada em 10,75% ao ano, retração no consumo das famílias e aceleração tecnológica que impõe novos modelos de operação. “O empreendedor brasileiro aprendeu a lidar com crises, mas ainda precisa transformar resiliência em estratégia”, resume o CFO e publisher, Rodrigo Manoel, em análise recente sobre o ambiente de negócios no país.

Para o empresário Paulo Motta, fundador da Agência Blays, The Networkers Club e IMvester, atravessar crises foi parte inevitável, e decisiva, da própria trajetória. “Não existe sucesso sem tropeço. Em vários momentos precisei recomeçar, rever estratégias e aprender a ouvir o mercado. A gente aprende mais com os erros do que com os acertos. Planejamento é essencial, mas é a capacidade de reagir rápido que define quem continua em pé”, afirma.

A jornada de Motta reflete o que muitos empreendedores enfrentam em um ambiente em constante transformação. De uma falência no início da carreira à consolidação como empresário multifacetado, ele construiu seu caminho sobre três pilares: planejamento, inovação e networking. “Nenhuma empresa cresce sozinha. Estar cercado de pessoas que somam, trocam e provocam novas ideias faz toda a diferença”, explica.

Segundo o Sebrae, 60% dos empreendedores que participam de redes de relacionamento e capacitação conseguem superar os primeiros cinco anos de negócio, contra 42% entre os que não se conectam com outros empresários. O dado reforça a tese de Motta de que relacionamentos consistentes são ativos econômicos.

No cenário atual, marcado por transformações tecnológicas e pela pressão por produtividade, Paulo Motta defende que a resiliência empresarial vai além da sobrevivência. Trata-se de um modelo mental que permite enxergar o caos como matéria-prima para a inovação. “Toda crise traz um convite à reinvenção. Quando se entende isso, a empresa deixa de reagir e passa a liderar o movimento. Esse é o ponto-chave”, conclui.

Sobre

Paulo Motta é empresário, investidor e especialista em gestão de ativos imobiliários com trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de execução. Sócio da IMvester, atua na estruturação e operação de investimentos imobiliários com presença no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Também lidera a The Networkers Club e é Vice Presidente do Grupo Mercado & Opinião. Ele centraliza suas frentes de negócios em agenciamento artístico, inteligência comercial com IA, experiências de alto padrão e networking corporativo.

Com formação em Administração de Empresas e Gestão Comercial pelo Mackenzie, acumulou experiências em grandes companhias e no setor de entretenimento antes de se consolidar no mercado financeiro imobiliário. Foi gestor de carreira de personalidades do esporte, idealizador do Camarote Monumental. Tem atuação destacada em projetos de impacto social e lideranças empresariais, com foco em crescimento sustentável e inovação.

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