Direito

SP pode eleger Dora Cavalcanti, a primeira mulher a presidir a OAB no estado

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POR: Saulo Borges

Nesta quinta-feira, dia 25, advogadas e advogados do estado de São Paulo têm um compromisso com as urnas para eleger a nova diretoria da OAB/SP, assim como os novos conselheiros e diretores da CAASP e as diretorias das subseções.

Candidata a presidente seccional paulista pela chapa 20, a OAB tá On, a criminalista Dora Cavalcanti destaca a oportunidade histórica que a entidade tem de renovar seus quadros, se modernizar e abraçar a diversidade.

“Em 90 anos de existência, a OAB/SP nunca teve uma presidente mulher. Há duas décadas, o mesmo grupo comanda a Ordem em São Paulo, e o resultado é uma entidade sem expressão, enfraquecida, que não representa o todo da advocacia. A prova disso é que nas últimas eleições tivemos quase 50% de abstenção”, destaca Dora.

Essas são as primeiras eleições em que todas as chapas da OAB do país precisaram preencher as cotas de 50% de mulheres e 30% de pessoas negras. O cumprimento da cota racial gerou contestações em diversas seccionais. Em São Paulo, apenas a chapa 20 não teve qualquer pedido de impugnação.

“Desde o início dessa jornada dissemos que não estávamos aqui para cumprir cotas. Eu e a minha vice, Lazara Carvalho, construímos uma chapa bastante plural que representa todas as vozes da advocacia. Nesse sentido, o cumprimento das cotas não foi um problema para a chapa 20, pelo contrário”, disse Dora.

Entre as principais propostas de Dora Cavalcanti para o próximo triênio da OAB/SP estão: maior transparência nas contas da entidade, implementação do voto online, fim da reeleição, criação de três novas diretorias (Diretoria de Subseções, Diretoria de Política de Diversidade e Inclusão e Diretoria de Inovação e Tecnologia), criação do Super Ministério das Prerrogativas, cumprimento da pauta antirracista, implementação de políticas afirmativas, novo marco legal da assistência judiciária, pacote pós-pandemia, regulação e criação de novos cursos jurídicos e defesa das atividades privativas da advocacia, além do resgate do papel institucional da OAB/SP na defesa do Estado e da advocacia.

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